Senhorinha Fernandes de Chacim1,2

Citações

  1. José Augusto de Sotto Mayor Pizarro Linhagens Medievais Portuguesas, Universidade Moderna, Porto, 1ª ed. (1999) fonte deconhecida isbn "vol. 1, pag 372."
  2. Felgueiras Gaio Nobiliário das Familias de Portugal, Carvalhos de Basto, Braga, (1989) "vol. III-pg. 171 (Chancinhos), vol. III-pg. 409 (Chancinhos) e vol. IV-pg. 144 (Cunhas)."
  3. José Augusto de Sotto Mayor Pizarro Linhagens Medievais Portuguesas, Universidade Moderna, Porto, 1ª ed. (1999) fonte deconhecida isbn "vol. 1, pag 591."
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Fernão Gonçalves Chacino1,2

Citações

  1. José Augusto de Sotto Mayor Pizarro Linhagens Medievais Portuguesas, Universidade Moderna, Porto, 1ª ed. (1999) fonte deconhecida isbn "vol. 1, pag 591."
  2. Felgueiras Gaio Nobiliário das Familias de Portugal, Carvalhos de Basto, Braga, (1989) "vol. III-pg. 171 (Chancinhos) e vol. III-pg. 230 (Cambras)."
  3. Felgueiras Gaio Nobiliário das Familias de Portugal, Carvalhos de Basto, Braga, (1989) "vol. III-pg. 171 (Chancinhos) e vol. III-pg. 409 (Chancinhos)."
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Cristina Leopoldina Sousa de Menezes Marcelin Chambica

n: 21 Agosto 1891, f: 1 Outubro 1982

Familia: Prof Mário de Azevedo Gomes n: 22 Dez 1885, f: 12 Dez 1965

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João Henrique de Mello Champalimaud

n: 16 Novembro 1950, f: 28 Abril 1992
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Marta Maria Alvim de Mello Champalimaud

n: 29 Setembro 1967
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Sofia Palhavã Champalimaud

n: 18 Setembro 1979
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Bento dos Santos Carreto Charrua

n: 18 Março 1926
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Joana Charters Crespo , 1ª Baronesa de Vale da Mata

n: 19 Setembro 1856, f: 26 Outubro 1929
  • Nascimento: 19 Setembro 1856; Batalha, Batalha, Batalha; ADL, Batalha, Batalha, 1855-1874,fl 57v e 58)
  • Baptism: 6 Outubro 1856; Igreja de Santa Cruz, Batalha, Batalha, Batalha; ADL, Batalha, Batalha, 1855-1874,fl 57v e 58)
  • Nota: 13 Outubro 1898; Baronesa de Vale da Mata. Título criado por D. Carlos I por decreto 13.10.1898
  • Nome alternativo: 13 Outubro 1898; *1ª Baronesa de Vale da Mata1
  • Nota: 12 Novembro 1898; No Registo de Mercês, D. Carlos I, liv 11, fls, 174v, 175 e 175v"....de Dona Joana Charters Crespo de Vila da Batalha e querendo dar-lhe um público testemunho da Minha Real consideração: Hei por bem Fazer-lhe nercê do título de Garonesa do Valle da Matta em sua vida. Pelo que Mando Eu passar á agraciada a presente carta a fim de poder chamar-se d'ora em diante Baroneza do Valle da Matta e gozar este título com as honras e perrogativas, preeminências e obrigações que pela lei e regulamentos se acharem estabelecidos. Dereto de 13.10.1898. obrigado a pagar 725 mil réis de direitos de mercê (Reg de 28.8.1860). Pagou 80 mil réis de selo e mais 4 mil réis de 5% adicional (lei de 18.7.1885). Pagou a quantia de 15 mil réis provenientes do imposto criado pela carta da Lei de 4.7.1884 com aplicação aos hospitais de alienados (conhecimento nº 1533 de 8.11.1898). Pagou na recebedoria de Receita eventual de Lisboa a quantia de 117 mil 978 réis de emolumentos e adicionais datado de 11.11.1898"
  • Falecimento: 26 Outubro 1929; Parede, Parede, Cascais; D. Joana Charters Crespo, falecida na Parede, e residente na Avenida Cinco de Outubro, 221, legou ao hospital de Leiria, todos os seus domínios directos, no concelho da. Batalha e Porto de Mo a e os foros em divida correspondentes, a dois mil escudos.
    Aos hospitais de S. Jose, D. Estefânia, Rego e Santa Marta, de Lisboa, legou todas as outras propriedades rústicas, vinhas, olivais e pinhais, no concelho da Batalha.
    Ao hospital D. Leonor, nas Caldas da Rainha, legou os domínios directos situados na freguesia do Landal, nas Caldas da Rainha.
    Aos Asilos de Velhos o Velhas, de Lisboa, legou, em partes iguais, as propriedades livres sitas na freguesia do Landal, nas Caldas da Rainha, excepto a chamada dos Ameiais.
    A' Misericórdia da Batalha legou dois mil escudos.     
    As Florinhas da Rua, legou vinte mil escudos.
    Para esmolas no dia do seu funeral, deixou mil escudos.

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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Dr. José Charters Crespo

n: 15 Julho 1844, f: 3 Janeiro 1904
  • Nome alternativo: Dr. José Maria Crespo Júnior
  • Casamento: Principal=Henriqueta [...]
  • Nascimento: 15 Julho 1844; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptismo fls 16 e 16v)
  • Baptism: 7 Agosto 1844; Sé, Leiria, Leiria; Foi padrinho D. José Filipe da Câmara, Governador Civil de Leiria e Maria Violante Soares Barbosa casada com José Faria Gomes de Oliveira , sua tia avó (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptismo fls 16 e 16v)
  • Morada: Batalha, Batalha, Batalha
  • Nota: entre 1862 e 1863; Matrículas na Universidade de Coimbra.em Filosofia. Formou-se em Direito
  • Nota: 28 Abril 1865; Auto de posse a favor de José Maria Crespo de dois pedaços de terreno expropriados ao Convento de Santa Ana de Leiria, passados pelo escrivão da Fazenda, Joaquim Ferreira de Sousa. (PT-ADLRA-CSALRA/4/9)
  • Nota: 1874; Era enfiteuta de um olival no Casal Merendão
  • Nota: 11 Maio 1888; Carta de Comendador Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (Belard da Fonseca, "Ordem Militar de N S da Conceeção de Vila Viçosa", Ed da Fund Casa de Bragança, 1955, pag 91)
    (Registo Geral de Mercês, D. Luis I, liv 43, fl 290v)
  • Falecimento: 3 Janeiro 1904; Santiago do Chile; Morre á uma hora e um quarto por conta de um ataque cerebral
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Júlia Charters Crespo

n: 7 Julho 1851, f: 14 Outubro 1934

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Maria Isabel Charters Crespo

n: 14 Julho 1871, f: 26 Julho 1971
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Venâncio Charters Crespo

n: 15 Agosto 1847, f: 18 Junho 1889

Familia: Amélia Benedita Charters Henriques d'Azevedo n: 5 Nov 1850, f: 24 Dez 1937

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Dr. André Gorjão Clara Charters d'Azevedo

n: 20 Novembro 1974

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Antonio Iglésias Charters d'Azevedo

n: 22 Dezembro 2003
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David Proença de Castro Charters d'Azevedo

n: 8 Maio 2008
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Dr. Filipe Gorjão Clara Charters d'Azevedo

n: 1 Maio 1978

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João Iglésias Charters d'Azevedo

n: 10 Setembro 2001
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Dr. Luis Carlos da Costa Guerra Charters d'Azevedo

n: 23 Novembro 1890, f: 9 Dezembro 1953

  • Nascimento: 23 Novembro 1890; Sé, Leiria, Leiria
  • Baptism: 21 Dezembro 1890; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Leiria, Sé,Baptismo, fls 38v e 39)
  • Nota: 29 Junho 1914; Fac De Medicina, Lisboa, Lisboa; Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina e Cirugia da Universidade de Lisboa (livro de actos nº 8, fl 36 assim como atesta a carta de curso passada a 7 de Fevereiro de 1929)
  • Casamento: 25 Julho 1914; São Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa; (Assento nº 116 de 1914 da 3º Cons. de Lisboa, Boletim nº 75. maço nº 7); Principal=Alice Coutinho de Oliveira
  • Education: 19 Junho 1916; Licenciado em Medicina e Cirugia
  • Milit-Beg: 31 Agosto 1916; Alferes Miliciano médico pela OE nº 17 de 31 de Agosto de 1916
  • Nota: 7 Outubro 1939; Leiria, Leiria, Leiria; Dr. Luís Charters de Azevedo
    Encontra-se em Leiria onde vem passar o mês de Outubro na sua linda vivenda, o distinto clínico, combatente da Flandres, leiriense, que honra na Capital Leiria e a medicina o nosso prezado amigo o sr dr Luís Charters de Azevedo.
    Especialista em doenças de ouvidos e nariz, temos tido várias ocasiões de observar quanto o seu consultório é frequentado por doentes desses órgãos e quanto trabalho o ocupa em Lisboa quer no seu consultório quer em operações cirúrgicas.
    È por isso bem merecido o descanso, que vem ter no seu lindo palacete e parque que o rodeia.
    Não nos furtamos a transcrever uma parte da carta que nos dirigiu, avisando-nos para lhe ser remetido "O Mensageiro" para a sua casa em Leiria. Que nos desculpe a publicação, que nos veio avivar dias longínquos mas que não se esquecem. Eis as suas palavras:
    "Agora que novamente que na fronteira franco-alemã se desenvolvem acontecimentos semelhantes aos da Grande Guerra, mais me recordo do nosso encontro numa manhã cinzenta, fra e nevada numa estada perto de Roquetoire e também nas dessa sossegada noite de Junho (pelo Santo António) em que na frente, eu no posto de Greens Baru tratava dos feridos e a pouca distância no posto de St Vaast o meu amigo os socorria moral e espiritualmente. Já la vão 22 anos! Qua acontecerá agora? Desculpe as reminiscências que só as teem os que por lá andaram."
    Também eu me recordo dessa manhã nevoenta e dessa noite trágica! Nessa manhã saira de Teroane em procura de soldados de Leiria e dum colega capelão. È certo que ia munido duma carta e estavam sinalizadas as estradas, mas tantas voltas dei que não sabia onde estava. Estradas, caminhos, casas era tudo cinzento e igual. Valeu-me o encontro felicissímo com o meu querido amigo, que me indicou a posição e o caminho a seguir.
    12 e 13 de Junho! Que horror! Se me recordo! Dezenas e dezenas de feridos eu ajudei a meter em macas! Mais de uma dezena eu ajudei a morrer falando-lhes e recebendo as suas últimas palavras, recomendações para a família, objectos sagrados, cartas, retratos... eu sei lá!~
    Muitas outras recordações nos acodem neste momento ao bico da pena, cuja rxteriorização aguarda melhor oportunidade.

    (in "O Mensageiro - órgão dos interesses do Distrito de Leiria" de 7.10.1939, pag. 2, 2 col., cujo director, proprietário e editor era o Pe José Ferreira de Lacerda)
  • Falecimento: 9 Dezembro 1953; Vila Portela, Sé, Leiria, Leiria; O Dr Luis Carlos Charters d'Azevedo morreu após prolongada doença, no dia 9 de Dezembro, na sua casa da Portela, noticiavam a "Região de Leiria" e "O Mensageiro". O "destinto médico especialista de garganta, nariz e ouvidos, em Lisboa. Contava 63 anos , era de excelente carácter e bondoso, o finado impunha-se pela fidalguia do seu porte e pela generosidade com que atendia tantos que recorriam aos seus préstimos pessoais e científicos" escrevia a Região de Leiria. O Mensageiro acrecentava ainda que "o falar com o Dr Luís Charters era recordar o nome de seu pai o engenheiro Roberto Charters d'Azevedo, de seus tios Visconde de S. Sebastião, do General Charters d'Azevedo, do distinto engenheiro José Charters d'Azevedo, que tem o seu nome ligado às Estradas do Distrito, de que foi director". Escrevia ainda o Mensageiro que "o seu consultorio era um dos mais frequentados pelos doentes da sua especialidade. Ali eram tratados gratuitamente os pobres, e alguns ali conduzimos"

Familia: Alice Coutinho de Oliveira n: 20 Fev 1892, f: 23 Nov 1990

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Luis Filipe da Silveira e Couto Charters d'Azevedo , 3º Visconde de S. Sebastião

n: 17 Fevereiro 1893, f: 29 Abril 1950

  • Nota: 3º Visconde de S. Sebastião por autorização de D. Manuel II) em data desconhecida. Oficial de Cavalaria combateu nas incursões monarquicas dos primeiros anos da República (nomeadamente, tomou parte na revolta de Monsanto) e em França durante a 1º Grande Guerra (um dos herois do 28 de Maio, que conduziu para Braga, no seu carro, o marechal Gomes da Costa), nascido em Leiria a 17.11.1893 e falecido em Angola a 29.4.1950, casou com Mme Valentine Ortelet, de nacionalidade francesa. Atribuido pela Câmara Municipal de Leiria o nome da rua que vai da Rua José Alves Correia da Silva até à Rua Vasco da Gama Fernandes.1
  • Nome alternativo: *3º Visconde de S. Sebastião; SÃO SEBASTIÃO (Viscondes de). Foi 1.º visconde deste título, José Maria Henriques de Azevedo Reis, fidalgo da Casa Real, nascido na freguesia de Cortes (concelho de Leiria), a 5-V-18I6 e morreu em 22-VI-1891, filho de Luís Henriques de Azevedo, moço-fidalgo da Casa Real e sargento-mor das milicias e de D. Maria Vitória Benedita Vieira, casado em 30-X-1843 com D. Maria Isabel Charters, nascida a 12-VII-1821 morreu a 10-X-1898, filha do tenente-coronel William Chartres (o apelido mudou de Chartres para Charters) e de D. Ana Bárbara Guterres Soares Barbosa.
    Foi 2.º visconde o filho primogénito do 1.° visconde, dr. Luís Henriques Charters de Azevedo, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, do conselho de S. M. F. governador civil de Leiria, etc, nascido em Leiria, em 13--VII-1849 e morreu em 27-VII-1929. Grande proprietário no concelho de Leiria (tinha casa na Quinta de Lagar de El-Rei, onde veio a ser instalada a Prisão-Escola de Leiria), matriculou-se na Universidade de Coimbra em Outubro de 1872. Em 6-VI1I-1874, ainda em vido de seu pai, foi concedida mais uma vida ao título de visconde de S. Sebastião, para se verificar logo no primogénito (Decreto referendado por António Rodrigues Sampaio). Em 1875 foi eleito pelos seus colegas da Universidade vice-presidente do Conselho Académico Dramático e, no ano seguinte, director da Sociedade Filantrópica Académica. Formou-se em Julho de 1877 e logo no ano seguinte era presidente da Câmara Municipal de Leiria e vogal da comissão de recenseamento eleitoral. No mesmo ano foi procurador à Junta Geral do Distrito pela Batalha e Leiria. Em 1879 foi vogal da Comissão Executiva, da comissão de viação distrital, da comissão de agricultura e da comissão anti-filoxérica. Em 10-XI-1879 foi nomeado tesoureiro-pagador do Distrito de Leiria. No ano seguinte exerceu as funções de juiz substituto e em 1882 o de tesoureiro da Junta Geral do Distrito. Em Fevereiro de 1890 foi nomeado governador-civil do mesmo distrito. Em 16-V-1890 recebeu a carta de conselho. Casou em 1891 com D. Ana Isabel da Silveira Couto Leitão, nascida a 25-111-1863 morreu a 10-XII-194I filha do dr. João da Silveira Couto Leitão e de D. Maria Benedita Teles Correia de Almeida e Sousa.
    Foi 3.º visconde, o filho primogénito dos anteriores, Luís Filipe da Silveira e Couto Charters de Azevedo, nascido a 17-XI-1893 e morreu em Angola a 29-IV-1950. Casou em 1948 com D. Valentine Ortet, s. g. De arreigadas convicções monárquicas bateu-se nas incursões dos primeiros anos da República e na Monarquia do Norte. Combateu também em França, como oficial miliciano, durante a 1.ª Grande Guerra, servindo ainda durante a 2.ª Grande Guerra, no posto de capitão, nos serviços de Censura. Tomou parte preponderante na preparação do movimento de 28 de Maio, tendo sido agente de ligação do marechal Gomes da Costa, que transportou a Braga.
    É 4.º visconde de S. Sebastião, o sobrinho do antecedente, Tomás Inácio Correia da Costa e Vasconcelos da Silveira e Charters, nascido em Leiria a 8-VI-1923, e morreu a 17-III-2004, filho de Guilherme José da Silveira e Couto Charters de Azevedo, irmão imediato, na ordem de nascimento, do 3.° visconde e filho dos 2.º viscondes, e de D. Luísa Manuela Correia da Costa e Vasconcelos, filha do dr. Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos (representante da família dos Morgados de Sortelha) e de D. Raquel Sara da Conceição e Vasconcelos (filha do poeta Alexandre da Conceição). É alferes do S. A. M. e proprietário em Sortelha e Leiria. Casou a 8-XI-I947 com D. Luísa Elena Cristina Rosário Lasso de Ia Vega y Pedroso, nascida em Sevilha, filha do dr. Alfonso Lasso de la Vega y Gimenez, professor do Instituto Espanhol de Lisboa, e de D. Alice Pedroso Gilleya. Têm descendência, sendo o primogénito Luís Henrique Lasso de la Vega e Charters, nascido em Lisboa a 15-1X-1948 e falecido a 4-VI-1990. O título de visconde de S. Sebastião foi concedido por Dec. de 8-VIIÍ-1872 (D. Luís) e renovado, com 2.ª vida, em 30-VII-1874. A concessão da 3.ª vida parece ter sido do D. Manuel II, no exílio, ignorando-se em que data. A concessão do uso do título pelo 4.º visconde foi feita por alvará do Conselho da Nobreza de l-V-1952. Armas: escudo cortado em faxa; a primeira partido em pala; no primeiro quartel em campo de prata uma águia de azul, armada de vermelho; no segundo, em campo vermelho, cinco estrelas de ouro postas em jautor; a segunda, mantelada; os dois campos superiores de ouro e, em cada, um leão negro, armado de vermelho, virados um para o outro; o campo de baixo azul, carregado de um castelo de prata. Coroa de visconde. Foram concedidas por alvará de 2-V-I888.1
  • Nascimento: 17 Fevereiro 1893; Lagar d'el-Rei, Sé, Leiria, Leiria; ADLeiria, Leiria, Sé, fls 10 e 10v
  • Baptism: 8 Março 1893; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Sé, fls 10 e 10v)
  • Nota: 1918; conduziu o João Pedro Folque e os oficiais do Ministério da Guerra, que se tinham reunido no Porto com Paiva Couceiro, a Lisboa. Rocha Martins (em " A Monarquia do Norte" Vol I, pag 74) refere-se a "Charters d'Azevedo, filho do Visconde de São Sebastião, que tinha um automóvel e decerto não hesitaria [trazê-los a Lisbos].Era um grande monarquico; baatera-se em França, ganhara condecorações, já servira de agente de ligação entre os conspiradores do Porto (ver pag 138 e 158, do mesmo volume) e da capital, dos da Juntinha, e convencera-se que só os rapazes se decidiam a agir. Quando lhe disseram qual o caminho a seguir, exultou, radiou com a notícia da chefia de Couceiro, e de manhã, rijamente ao volante, conduziu José Pedro Folque e os oficiais do Ministério da Guerra".
    Na pag 80, Rocha Martins refere que Charters d'Azevedo Transportava mais oficiais, mas num "automóvel já meio desmantelado".
  • Nota: 11 Outubro 1920; Istaurado um "auto de corpo de delito indireto contra o 2º sargento Luis Charters d'Azevedo, da 3ª companhia do Corpo de Policia de Macau pelo crime de injurias (Tribunal de Macau) PT/AHM/FO/065/04/06/080
  • Nota: 1926; era o dono do "Cadillac" que conduziu a Braga, o Gen. Gomes da Costa, antigo Comandante do CEP, Corpo Expedicionário Português em França. O General era acompanhado pelo seu ajudante Tenente Pinto Correia e a reunião teve lugar numa casa na Rua Nova de Santa Cruz que pertencia a Manuel Couto, civil. Nessa casa estavam vários oficiais e o mais graduado do grupo de conspiradores era o Major Mendes Norton, que expoê a ordem de batalha e os sentimentos dominantes dos regimentos a que pertencem os presentes. (Pinto, Jaime Nogueira - António de Oliveira Salazar - o outro retrato" , Cap III, Lisboa, 2007)
  • Casamento: 31 Julho 1946; Arroios, Lisboa, Lisboa; Principal=Valentine Oret
  • Falecimento: 29 Abril 1950; Roça Boa Entrada de Gabeila
  • Nota: 6 Maio 1950; (O Mensageiro, 6.5.1950, pag 2) – Luis Filie da Silveira Leitão Charters d’Azevedo (Visconde de S. Sebastião) Acabamos de receber a triste notícia do falecimento em Angola do leiriense ilustre e fidalgo Luis Filipe da Silveira Leitão Charters d'Azevedo, visconde de S. Sebastião. Contava 53 anos e era funcionário superior da Roça Boa Entrada de Gabeila, onde se encontrava há cerca de dois anos. Vitimou-o um ataque de albumina e ureia. O falecido era casado com uma senhora de nacionalidade francesa.
    Era filho dos antigos viscondes de S. Sebastião, proprietários das Quintas de S. Sebastião e de Lagar d'El-rei , esta ultima onde esta instalada a Prisão-EscoIa.
    Descrever o que foi o agora falecido Visconde de S. Sebastião é recordar uma vida de aventuras tão própria da fidalguia portuguesa, sem que de todas essas aventuras se note uma falta de carácter, uma quebra dos seus princípios ideológicos. Conheceu tudo o agora falecido, O auge e a infelicidade, mas o seu carácter permaneceu impoluto, a sua fidalguia levou-o a suportar com altivez os momentos tristes de sua agitada vida.
    Estudou em Inglaterra e foi oficial do C. E. P. para onde o levou o seu patriotismo. Regressando a Portugal! vemo-lo sempre nas primeiras filas dos combatentes monárquicos.
    Foi o Visconde de S, Sebastião, agora falecido, quem conduziu de automóvel através difíceis lances, de Lisboa para Braga o heróico Marechal Gomes da Costa, chefe do Movimento Militar de 28 de Maio de 1926.
    Como nas anteriores revoluções a sua acção enérgica durante os movimentos revolucionários em que tomava parte era sempre seguida dum desaparecimento; não queria receber retribuição pelo que considerava o cumprimento dum dever patriótico. Vitorioso o Movimento de 28 de Maio suportou com estoicismo a adversidade. Vimo-lo uma vez no Porto humilde empregado duma garagem! Mas o seu porte fidalgo, o seu carácter, o seu animo não se abatia! Se nos momentos do auge não olhava a despesas, que chegavam a ser perdulárias, nos momentos difíceis recorria ao trabalho honesto, que lhe garantisse sustento. Encontrámos um dia o Visconde de S. Sebastião. Não o reconhecemos à primeira vista, tantas e tão grandes deviam ter sido as dificuldades que atravessara. Eram os seus amigos que !lembravam os seus serviços a bem da Nação, que ele nunca quis sobrecarregar exigindo um emprego. Durante a ultima guerra foi chamado como interprete dos Exércitos Português e Inglês. Foi-lhe dado o posto de capitão. Terminada a guerra foi licenciado e ei-lo atravessando nova crise na sua agitada vida.
    Encontrámo-lo nesta altura no Rossio, em Lisboa. Inquirimos dele o que fazia e disse-nos que agenciava o poder encontrar meios de ganhar o sustento.
    Não o sabíamos licenciado, sendo ele que nos deu a noticia. Agora chega nos a triste notícia do seu falecimento dizendo-se nos ser funcionário numa roça em Angola,
    Que descanse em paz no seio de Deus quem teve nesta vida momentos de auge e de humildade, de riqueza e de dificuldades, de alegria e de tristeza de triunfo e de reveses.
    Ao irm3o do ilustre e valoroso fidalgo, ex.mo sr. Guilherme da Silveira Leitão Charters d’Azevedo, a seus sobrinhos e a toda a família enlutada apresentamos as nossas mais sentidas condolências.

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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Dr. Luís Henriques Charters d'Azevedo , 2º Visconde de S. Sebastião

n: 13 Julho 1849, f: 27 Julho 1929

  • Nascimento: 13 Julho 1849; Cortes, Cortes, Leiria; (RP, Leiria, Cortes, Lv. IV 34-E-15, fl 94)
  • Baptism: 22 Julho 1849; Cortes, Cortes, Leiria
  • Nota: entre 1870 e 1871; frequentava com os seus irmãos Guilherme e José Maria, o liceu de Coimbra
  • Nome alternativo: 6 Agosto 1874; *2º Visconde de S. Sebastião; SÃO SEBASTIÃO (Viscondes de). Foi 1.º visconde deste título, José Maria Henriques de Azevedo Reis, fidalgo da Casa Real, nascido na freguesia de Cortes (concelho de Leiria), a 5-V-18I6 e morreu em 22-VI-1891, filho de Luís Henriques de Azevedo, moço-fidalgo da Casa Real e sargento-mor das milicias e de D. Maria Vitória Benedita Vieira, casado em 30-X-1843 com D. Maria Isabel Charters, nascida a 12-VII-1821 morreu a 10-X-1898, filha do tenente-coronel William Chartres (o apelido mudou de Chartres para Charters) e de D. Ana Bárbara Guterres Soares Barbosa.
    Foi 2.º visconde o filho primogénito do 1.° visconde, dr. Luís Henriques Charters de Azevedo, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, do conselho de S. M. F. governador civil de Leiria, etc, nascido em Leiria, em 13--VII-1849 e morreu em 27-VII-1929. Grande proprietário no concelho de Leiria (tinha casa na Quinta de Lagar de El-Rei, onde veio a ser instalada a Prisão-Escola de Leiria), matriculou-se na Universidade de Coimbra em Outubro de 1872. Em 6-VI1I-1874, ainda em vido de seu pai, foi concedida mais uma vida ao título de visconde de S. Sebastião, para se verificar logo no primogénito (Decreto referendado por António Rodrigues Sampaio). Em 1875 foi eleito pelos seus colegas da Universidade vice-presidente do Conselho Académico Dramático e, no ano seguinte, director da Sociedade Filantrópica Académica. Formou-se em Julho de 1877 e logo no ano seguinte era presidente da Câmara Municipal de Leiria e vogal da comissão de recenseamento eleitoral. No mesmo ano foi procurador à Junta Geral do Distrito pela Batalha e Leiria. Em 1879 foi vogal da Comissão Executiva, da comissão de viação distrital, da comissão de agricultura e da comissão anti-filoxérica. Em 10-XI-1879 foi nomeado tesoureiro-pagador do Distrito de Leiria. No ano seguinte exerceu as funções de juiz substituto e em 1882 o de tesoureiro da Junta Geral do Distrito. Em Fevereiro de 1890 foi nomeado governador-civil do mesmo distrito. Em 16-V-1890 recebeu a carta de conselho. Casou em 1891 com D. Ana Isabel da Silveira Couto Leitão, nascida a 25-111-1863 morreu a 10-XII-194I filha do dr. João da Silveira Couto Leitão e de D. Maria Benedita Teles Correia de Almeida e Sousa.
    Foi 3.º visconde, o filho primogénito dos anteriores, Luís Filipe da Silveira e Couto Charters de Azevedo, nascido a 17-XI-1893 e morreu em Angola a 29-IV-1950. Casou em 1948 com D. Valentine Ortet, s. g. De arreigadas convicções monárquicas bateu-se nas incursões dos primeiros anos da República e na Monarquia do Norte. Combateu também em França, como oficial miliciano, durante a 1.ª Grande Guerra, servindo ainda durante a 2.ª Grande Guerra, no posto de capitão, nos serviços de Censura. Tomou parte preponderante na preparação do movimento de 28 de Maio, tendo sido agente de ligação do marechal Gomes da Costa, que transportou a Braga.
    É 4.º visconde de S. Sebastião, o sobrinho do antecedente, Tomás Inácio Correia da Costa e Vasconcelos da Silveira e Charters, nascido em Leiria a 8-VI-1923, e morreu a 17-III-2004, filho de Guilherme José da Silveira e Couto Charters de Azevedo, irmão imediato, na ordem de nascimento, do 3.° visconde e filho dos 2.º viscondes, e de D. Luísa Manuela Correia da Costa e Vasconcelos, filha do dr. Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos (representante da família dos Morgados de Sortelha) e de D. Raquel Sara da Conceição e Vasconcelos (filha do poeta Alexandre da Conceição). É alferes do S. A. M. e proprietário em Sortelha e Leiria. Casou a 8-XI-I947 com D. Luísa Elena Cristina Rosário Lasso de Ia Vega y Pedroso, nascida em Sevilha, filha do dr. Alfonso Lasso de la Vega y Gimenez, professor do Instituto Espanhol de Lisboa, e de D. Alice Pedroso Gilleya. Têm descendência, sendo o primogénito Luís Henrique Lasso de la Vega e Charters, nascido em Lisboa a 15-1X-1948 e falecido a 4-VI-1990. O título de visconde de S. Sebastião foi concedido por Dec. de 8-VIIÍ-1872 (D. Luís) e renovado, com 2.ª vida, em 30-VII-1874. A concessão da 3.ª vida parece ter sido do D. Manuel II, no exílio, ignorando-se em que data. A concessão do uso do título pelo 4.º visconde foi feita por alvará do Conselho da Nobreza de l-V-1952. Armas: escudo cortado em faxa; a primeira partido em pala; no primeiro quartel em campo de prata uma águia de azul, armada de vermelho; no segundo, em campo vermelho, cinco estrelas de ouro postas em jautor; a segunda, mantelada; os dois campos superiores de ouro e, em cada, um leão negro, armado de vermelho, virados um para o outro; o campo de baixo azul, carregado de um castelo de prata. Coroa de visconde. Foram concedidas por alvará de 2-V-I888.
    (Enciclopédia Luso Brasileira, com adaptações e correcções)1
  • Nota: 16 Maio 1890; Conselheiro (Registo Geral de Mercês, D.Carlos I, liv.4, fl.63)
  • Nome alternativo: 16 Maio 1890; Luís Henriques Charters d'Azevedo; Na carta de nomeação para o conselho do rei D. Carlos I era referido com este nome
  • Casamento: 25 Abril 1892; Igreja do Coração de Jesus, Coração de Jesus, Lisboa, Lisboa; (TT, Paroquiais de Coração de Jesus, Lisboa, Casamentos, fl. 7v e 8)

    Testemunha foi Guilherme Charters Henriques d'Azevedo; Principal=Ana Isabel de Sousa da Silveira e Couto Leitão
  • Falecimento: 27 Julho 1929; Leiria, Leiria, Leiria
  • Enterro: 3 Agosto 1929; na "União Nacional", Orgão da Liga Nacional 28 de Maio de leiria, desta data, pag 2, col 4 noticia que" no pasado dia 27, na sua residencia de Lagar d'El-Rei faleceu, que era formado em Direito pela Universidade de Coimbra foi, durante o tempo da monarquia governador civil deste distrito e deputado ás Côrtes por Extemós, por diversas vezes, cargo que sempre desempenhou com elevado patriotismo e criteriosamente". ..."A urna foi conduzida para a Sé Catedral pelas 16 horas do dia 28 de onde saiu o funeral pelas 19 horas. Nele se encorporaram quasi todas as individualidades de Leiria e imenso povo. O funeral foi dirigido pelos sobrinhos do extinto: Ex Sr Luis Carlos Charters d'Azevedo e Capitão de Artilharia 4 João taborda Alves Pereira, constituiu uma sentida manifestação de pesar"

Familia: Ana Isabel de Sousa da Silveira e Couto Leitão n: 25 Mar 1863, f: 10 Dez 1941

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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