João Iglésias Charters d'Azevedo

n: 10 Setembro 2001
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Dr. Luis Carlos da Costa Guerra Charters d'Azevedo

n: 23 Novembro 1890, f: 9 Dezembro 1953

  • Nascimento: 23 Novembro 1890; Sé, Leiria, Leiria
  • Baptism: 21 Dezembro 1890; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Leiria, Sé,Baptismo, fls 38v e 39)
  • Nota: 29 Junho 1914; Fac De Medicina, Lisboa, Lisboa; Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina e Cirugia da Universidade de Lisboa (livro de actos nº 8, fl 36 assim como atesta a carta de curso passada a 7 de Fevereiro de 1929)
  • Casamento: 25 Julho 1914; São Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa; (Assento nº 116 de 1914 da 3º Cons. de Lisboa, Boletim nº 75. maço nº 7); Principal=Alice Coutinho de Oliveira
  • Education: 19 Junho 1916; Licenciado em Medicina e Cirugia
  • Milit-Beg: 31 Agosto 1916; Alferes Miliciano médico pela OE nº 17 de 31 de Agosto de 1916
  • Nota: 7 Outubro 1939; Leiria, Leiria, Leiria; Dr. Luís Charters de Azevedo
    Encontra-se em Leiria onde vem passar o mês de Outubro na sua linda vivenda, o distinto clínico, combatente da Flandres, leiriense, que honra na Capital Leiria e a medicina o nosso prezado amigo o sr dr Luís Charters de Azevedo.
    Especialista em doenças de ouvidos e nariz, temos tido várias ocasiões de observar quanto o seu consultório é frequentado por doentes desses órgãos e quanto trabalho o ocupa em Lisboa quer no seu consultório quer em operações cirúrgicas.
    È por isso bem merecido o descanso, que vem ter no seu lindo palacete e parque que o rodeia.
    Não nos furtamos a transcrever uma parte da carta que nos dirigiu, avisando-nos para lhe ser remetido "O Mensageiro" para a sua casa em Leiria. Que nos desculpe a publicação, que nos veio avivar dias longínquos mas que não se esquecem. Eis as suas palavras:
    "Agora que novamente que na fronteira franco-alemã se desenvolvem acontecimentos semelhantes aos da Grande Guerra, mais me recordo do nosso encontro numa manhã cinzenta, fra e nevada numa estada perto de Roquetoire e também nas dessa sossegada noite de Junho (pelo Santo António) em que na frente, eu no posto de Greens Baru tratava dos feridos e a pouca distância no posto de St Vaast o meu amigo os socorria moral e espiritualmente. Já la vão 22 anos! Qua acontecerá agora? Desculpe as reminiscências que só as teem os que por lá andaram."
    Também eu me recordo dessa manhã nevoenta e dessa noite trágica! Nessa manhã saira de Teroane em procura de soldados de Leiria e dum colega capelão. È certo que ia munido duma carta e estavam sinalizadas as estradas, mas tantas voltas dei que não sabia onde estava. Estradas, caminhos, casas era tudo cinzento e igual. Valeu-me o encontro felicissímo com o meu querido amigo, que me indicou a posição e o caminho a seguir.
    12 e 13 de Junho! Que horror! Se me recordo! Dezenas e dezenas de feridos eu ajudei a meter em macas! Mais de uma dezena eu ajudei a morrer falando-lhes e recebendo as suas últimas palavras, recomendações para a família, objectos sagrados, cartas, retratos... eu sei lá!~
    Muitas outras recordações nos acodem neste momento ao bico da pena, cuja rxteriorização aguarda melhor oportunidade.

    (in "O Mensageiro - órgão dos interesses do Distrito de Leiria" de 7.10.1939, pag. 2, 2 col., cujo director, proprietário e editor era o Pe José Ferreira de Lacerda)
  • Falecimento: 9 Dezembro 1953; Vila Portela, Sé, Leiria, Leiria; O Dr Luis Carlos Charters d'Azevedo morreu após prolongada doença, no dia 9 de Dezembro, na sua casa da Portela, noticiavam a "Região de Leiria" e "O Mensageiro". O "destinto médico especialista de garganta, nariz e ouvidos, em Lisboa. Contava 63 anos , era de excelente carácter e bondoso, o finado impunha-se pela fidalguia do seu porte e pela generosidade com que atendia tantos que recorriam aos seus préstimos pessoais e científicos" escrevia a Região de Leiria. O Mensageiro acrecentava ainda que "o falar com o Dr Luís Charters era recordar o nome de seu pai o engenheiro Roberto Charters d'Azevedo, de seus tios Visconde de S. Sebastião, do General Charters d'Azevedo, do distinto engenheiro José Charters d'Azevedo, que tem o seu nome ligado às Estradas do Distrito, de que foi director". Escrevia ainda o Mensageiro que "o seu consultorio era um dos mais frequentados pelos doentes da sua especialidade. Ali eram tratados gratuitamente os pobres, e alguns ali conduzimos"

Familia: Alice Coutinho de Oliveira n: 20 Fev 1892, f: 23 Nov 1990

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Luis Filipe da Silveira e Couto Charters d'Azevedo , 3º Visconde de S. Sebastião

n: 17 Fevereiro 1893, f: 29 Abril 1950

  • Nota: 3º Visconde de S. Sebastião por autorização de D. Manuel II) em data desconhecida. Oficial de Cavalaria combateu nas incursões monarquicas dos primeiros anos da República (nomeadamente, tomou parte na revolta de Monsanto) e em França durante a 1º Grande Guerra (um dos herois do 28 de Maio, que conduziu para Braga, no seu carro, o marechal Gomes da Costa), nascido em Leiria a 17.11.1893 e falecido em Angola a 29.4.1950, casou com Mme Valentine Ortelet, de nacionalidade francesa. Atribuido pela Câmara Municipal de Leiria o nome da rua que vai da Rua José Alves Correia da Silva até à Rua Vasco da Gama Fernandes.1
  • Nome alternativo: *3º Visconde de S. Sebastião; SÃO SEBASTIÃO (Viscondes de). Foi 1.º visconde deste título, José Maria Henriques de Azevedo Reis, fidalgo da Casa Real, nascido na freguesia de Cortes (concelho de Leiria), a 5-V-18I6 e morreu em 22-VI-1891, filho de Luís Henriques de Azevedo, moço-fidalgo da Casa Real e sargento-mor das milicias e de D. Maria Vitória Benedita Vieira, casado em 30-X-1843 com D. Maria Isabel Charters, nascida a 12-VII-1821 morreu a 10-X-1898, filha do tenente-coronel William Chartres (o apelido mudou de Chartres para Charters) e de D. Ana Bárbara Guterres Soares Barbosa.
    Foi 2.º visconde o filho primogénito do 1.° visconde, dr. Luís Henriques Charters de Azevedo, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, do conselho de S. M. F. governador civil de Leiria, etc, nascido em Leiria, em 13--VII-1849 e morreu em 27-VII-1929. Grande proprietário no concelho de Leiria (tinha casa na Quinta de Lagar de El-Rei, onde veio a ser instalada a Prisão-Escola de Leiria), matriculou-se na Universidade de Coimbra em Outubro de 1872. Em 6-VI1I-1874, ainda em vido de seu pai, foi concedida mais uma vida ao título de visconde de S. Sebastião, para se verificar logo no primogénito (Decreto referendado por António Rodrigues Sampaio). Em 1875 foi eleito pelos seus colegas da Universidade vice-presidente do Conselho Académico Dramático e, no ano seguinte, director da Sociedade Filantrópica Académica. Formou-se em Julho de 1877 e logo no ano seguinte era presidente da Câmara Municipal de Leiria e vogal da comissão de recenseamento eleitoral. No mesmo ano foi procurador à Junta Geral do Distrito pela Batalha e Leiria. Em 1879 foi vogal da Comissão Executiva, da comissão de viação distrital, da comissão de agricultura e da comissão anti-filoxérica. Em 10-XI-1879 foi nomeado tesoureiro-pagador do Distrito de Leiria. No ano seguinte exerceu as funções de juiz substituto e em 1882 o de tesoureiro da Junta Geral do Distrito. Em Fevereiro de 1890 foi nomeado governador-civil do mesmo distrito. Em 16-V-1890 recebeu a carta de conselho. Casou em 1891 com D. Ana Isabel da Silveira Couto Leitão, nascida a 25-111-1863 morreu a 10-XII-194I filha do dr. João da Silveira Couto Leitão e de D. Maria Benedita Teles Correia de Almeida e Sousa.
    Foi 3.º visconde, o filho primogénito dos anteriores, Luís Filipe da Silveira e Couto Charters de Azevedo, nascido a 17-XI-1893 e morreu em Angola a 29-IV-1950. Casou em 1948 com D. Valentine Ortet, s. g. De arreigadas convicções monárquicas bateu-se nas incursões dos primeiros anos da República e na Monarquia do Norte. Combateu também em França, como oficial miliciano, durante a 1.ª Grande Guerra, servindo ainda durante a 2.ª Grande Guerra, no posto de capitão, nos serviços de Censura. Tomou parte preponderante na preparação do movimento de 28 de Maio, tendo sido agente de ligação do marechal Gomes da Costa, que transportou a Braga.
    É 4.º visconde de S. Sebastião, o sobrinho do antecedente, Tomás Inácio Correia da Costa e Vasconcelos da Silveira e Charters, nascido em Leiria a 8-VI-1923, e morreu a 17-III-2004, filho de Guilherme José da Silveira e Couto Charters de Azevedo, irmão imediato, na ordem de nascimento, do 3.° visconde e filho dos 2.º viscondes, e de D. Luísa Manuela Correia da Costa e Vasconcelos, filha do dr. Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos (representante da família dos Morgados de Sortelha) e de D. Raquel Sara da Conceição e Vasconcelos (filha do poeta Alexandre da Conceição). É alferes do S. A. M. e proprietário em Sortelha e Leiria. Casou a 8-XI-I947 com D. Luísa Elena Cristina Rosário Lasso de Ia Vega y Pedroso, nascida em Sevilha, filha do dr. Alfonso Lasso de la Vega y Gimenez, professor do Instituto Espanhol de Lisboa, e de D. Alice Pedroso Gilleya. Têm descendência, sendo o primogénito Luís Henrique Lasso de la Vega e Charters, nascido em Lisboa a 15-1X-1948 e falecido a 4-VI-1990. O título de visconde de S. Sebastião foi concedido por Dec. de 8-VIIÍ-1872 (D. Luís) e renovado, com 2.ª vida, em 30-VII-1874. A concessão da 3.ª vida parece ter sido do D. Manuel II, no exílio, ignorando-se em que data. A concessão do uso do título pelo 4.º visconde foi feita por alvará do Conselho da Nobreza de l-V-1952. Armas: escudo cortado em faxa; a primeira partido em pala; no primeiro quartel em campo de prata uma águia de azul, armada de vermelho; no segundo, em campo vermelho, cinco estrelas de ouro postas em jautor; a segunda, mantelada; os dois campos superiores de ouro e, em cada, um leão negro, armado de vermelho, virados um para o outro; o campo de baixo azul, carregado de um castelo de prata. Coroa de visconde. Foram concedidas por alvará de 2-V-I888.1
  • Nascimento: 17 Fevereiro 1893; Lagar d'el-Rei, Sé, Leiria, Leiria; ADLeiria, Leiria, Sé, fls 10 e 10v
  • Baptism: 8 Março 1893; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Sé, fls 10 e 10v)
  • Nota: 1918; conduziu o João Pedro Folque e os oficiais do Ministério da Guerra, que se tinham reunido no Porto com Paiva Couceiro, a Lisboa. Rocha Martins (em " A Monarquia do Norte" Vol I, pag 74) refere-se a "Charters d'Azevedo, filho do Visconde de São Sebastião, que tinha um automóvel e decerto não hesitaria [trazê-los a Lisbos].Era um grande monarquico; baatera-se em França, ganhara condecorações, já servira de agente de ligação entre os conspiradores do Porto (ver pag 138 e 158, do mesmo volume) e da capital, dos da Juntinha, e convencera-se que só os rapazes se decidiam a agir. Quando lhe disseram qual o caminho a seguir, exultou, radiou com a notícia da chefia de Couceiro, e de manhã, rijamente ao volante, conduziu José Pedro Folque e os oficiais do Ministério da Guerra".
    Na pag 80, Rocha Martins refere que Charters d'Azevedo Transportava mais oficiais, mas num "automóvel já meio desmantelado".
  • Nota: 11 Outubro 1920; Istaurado um "auto de corpo de delito indireto contra o 2º sargento Luis Charters d'Azevedo, da 3ª companhia do Corpo de Policia de Macau pelo crime de injurias (Tribunal de Macau) PT/AHM/FO/065/04/06/080
  • Nota: 1926; era o dono do "Cadillac" que conduziu a Braga, o Gen. Gomes da Costa, antigo Comandante do CEP, Corpo Expedicionário Português em França. O General era acompanhado pelo seu ajudante Tenente Pinto Correia e a reunião teve lugar numa casa na Rua Nova de Santa Cruz que pertencia a Manuel Couto, civil. Nessa casa estavam vários oficiais e o mais graduado do grupo de conspiradores era o Major Mendes Norton, que expoê a ordem de batalha e os sentimentos dominantes dos regimentos a que pertencem os presentes. (Pinto, Jaime Nogueira - António de Oliveira Salazar - o outro retrato" , Cap III, Lisboa, 2007)
  • Casamento: 31 Julho 1946; Arroios, Lisboa, Lisboa; Principal=Valentine Oret
  • Falecimento: 29 Abril 1950; Roça Boa Entrada de Gabeila
  • Nota: 6 Maio 1950; (O Mensageiro, 6.5.1950, pag 2) – Luis Filie da Silveira Leitão Charters d’Azevedo (Visconde de S. Sebastião) Acabamos de receber a triste notícia do falecimento em Angola do leiriense ilustre e fidalgo Luis Filipe da Silveira Leitão Charters d'Azevedo, visconde de S. Sebastião. Contava 53 anos e era funcionário superior da Roça Boa Entrada de Gabeila, onde se encontrava há cerca de dois anos. Vitimou-o um ataque de albumina e ureia. O falecido era casado com uma senhora de nacionalidade francesa.
    Era filho dos antigos viscondes de S. Sebastião, proprietários das Quintas de S. Sebastião e de Lagar d'El-rei , esta ultima onde esta instalada a Prisão-EscoIa.
    Descrever o que foi o agora falecido Visconde de S. Sebastião é recordar uma vida de aventuras tão própria da fidalguia portuguesa, sem que de todas essas aventuras se note uma falta de carácter, uma quebra dos seus princípios ideológicos. Conheceu tudo o agora falecido, O auge e a infelicidade, mas o seu carácter permaneceu impoluto, a sua fidalguia levou-o a suportar com altivez os momentos tristes de sua agitada vida.
    Estudou em Inglaterra e foi oficial do C. E. P. para onde o levou o seu patriotismo. Regressando a Portugal! vemo-lo sempre nas primeiras filas dos combatentes monárquicos.
    Foi o Visconde de S, Sebastião, agora falecido, quem conduziu de automóvel através difíceis lances, de Lisboa para Braga o heróico Marechal Gomes da Costa, chefe do Movimento Militar de 28 de Maio de 1926.
    Como nas anteriores revoluções a sua acção enérgica durante os movimentos revolucionários em que tomava parte era sempre seguida dum desaparecimento; não queria receber retribuição pelo que considerava o cumprimento dum dever patriótico. Vitorioso o Movimento de 28 de Maio suportou com estoicismo a adversidade. Vimo-lo uma vez no Porto humilde empregado duma garagem! Mas o seu porte fidalgo, o seu carácter, o seu animo não se abatia! Se nos momentos do auge não olhava a despesas, que chegavam a ser perdulárias, nos momentos difíceis recorria ao trabalho honesto, que lhe garantisse sustento. Encontrámos um dia o Visconde de S. Sebastião. Não o reconhecemos à primeira vista, tantas e tão grandes deviam ter sido as dificuldades que atravessara. Eram os seus amigos que !lembravam os seus serviços a bem da Nação, que ele nunca quis sobrecarregar exigindo um emprego. Durante a ultima guerra foi chamado como interprete dos Exércitos Português e Inglês. Foi-lhe dado o posto de capitão. Terminada a guerra foi licenciado e ei-lo atravessando nova crise na sua agitada vida.
    Encontrámo-lo nesta altura no Rossio, em Lisboa. Inquirimos dele o que fazia e disse-nos que agenciava o poder encontrar meios de ganhar o sustento.
    Não o sabíamos licenciado, sendo ele que nos deu a noticia. Agora chega nos a triste notícia do seu falecimento dizendo-se nos ser funcionário numa roça em Angola,
    Que descanse em paz no seio de Deus quem teve nesta vida momentos de auge e de humildade, de riqueza e de dificuldades, de alegria e de tristeza de triunfo e de reveses.
    Ao irm3o do ilustre e valoroso fidalgo, ex.mo sr. Guilherme da Silveira Leitão Charters d’Azevedo, a seus sobrinhos e a toda a família enlutada apresentamos as nossas mais sentidas condolências.

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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Dr. Luís Henriques Charters d'Azevedo , 2º Visconde de S. Sebastião

n: 13 Julho 1849, f: 27 Julho 1929

  • Nascimento: 13 Julho 1849; Cortes, Cortes, Leiria; (RP, Leiria, Cortes, Lv. IV 34-E-15, fl 94)
  • Baptism: 22 Julho 1849; Cortes, Cortes, Leiria
  • Nota: entre 1870 e 1871; frequentava com os seus irmãos Guilherme e José Maria, o liceu de Coimbra
  • Nome alternativo: 6 Agosto 1874; *2º Visconde de S. Sebastião; SÃO SEBASTIÃO (Viscondes de). Foi 1.º visconde deste título, José Maria Henriques de Azevedo Reis, fidalgo da Casa Real, nascido na freguesia de Cortes (concelho de Leiria), a 5-V-18I6 e morreu em 22-VI-1891, filho de Luís Henriques de Azevedo, moço-fidalgo da Casa Real e sargento-mor das milicias e de D. Maria Vitória Benedita Vieira, casado em 30-X-1843 com D. Maria Isabel Charters, nascida a 12-VII-1821 morreu a 10-X-1898, filha do tenente-coronel William Chartres (o apelido mudou de Chartres para Charters) e de D. Ana Bárbara Guterres Soares Barbosa.
    Foi 2.º visconde o filho primogénito do 1.° visconde, dr. Luís Henriques Charters de Azevedo, bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, do conselho de S. M. F. governador civil de Leiria, etc, nascido em Leiria, em 13--VII-1849 e morreu em 27-VII-1929. Grande proprietário no concelho de Leiria (tinha casa na Quinta de Lagar de El-Rei, onde veio a ser instalada a Prisão-Escola de Leiria), matriculou-se na Universidade de Coimbra em Outubro de 1872. Em 6-VI1I-1874, ainda em vido de seu pai, foi concedida mais uma vida ao título de visconde de S. Sebastião, para se verificar logo no primogénito (Decreto referendado por António Rodrigues Sampaio). Em 1875 foi eleito pelos seus colegas da Universidade vice-presidente do Conselho Académico Dramático e, no ano seguinte, director da Sociedade Filantrópica Académica. Formou-se em Julho de 1877 e logo no ano seguinte era presidente da Câmara Municipal de Leiria e vogal da comissão de recenseamento eleitoral. No mesmo ano foi procurador à Junta Geral do Distrito pela Batalha e Leiria. Em 1879 foi vogal da Comissão Executiva, da comissão de viação distrital, da comissão de agricultura e da comissão anti-filoxérica. Em 10-XI-1879 foi nomeado tesoureiro-pagador do Distrito de Leiria. No ano seguinte exerceu as funções de juiz substituto e em 1882 o de tesoureiro da Junta Geral do Distrito. Em Fevereiro de 1890 foi nomeado governador-civil do mesmo distrito. Em 16-V-1890 recebeu a carta de conselho. Casou em 1891 com D. Ana Isabel da Silveira Couto Leitão, nascida a 25-111-1863 morreu a 10-XII-194I filha do dr. João da Silveira Couto Leitão e de D. Maria Benedita Teles Correia de Almeida e Sousa.
    Foi 3.º visconde, o filho primogénito dos anteriores, Luís Filipe da Silveira e Couto Charters de Azevedo, nascido a 17-XI-1893 e morreu em Angola a 29-IV-1950. Casou em 1948 com D. Valentine Ortet, s. g. De arreigadas convicções monárquicas bateu-se nas incursões dos primeiros anos da República e na Monarquia do Norte. Combateu também em França, como oficial miliciano, durante a 1.ª Grande Guerra, servindo ainda durante a 2.ª Grande Guerra, no posto de capitão, nos serviços de Censura. Tomou parte preponderante na preparação do movimento de 28 de Maio, tendo sido agente de ligação do marechal Gomes da Costa, que transportou a Braga.
    É 4.º visconde de S. Sebastião, o sobrinho do antecedente, Tomás Inácio Correia da Costa e Vasconcelos da Silveira e Charters, nascido em Leiria a 8-VI-1923, e morreu a 17-III-2004, filho de Guilherme José da Silveira e Couto Charters de Azevedo, irmão imediato, na ordem de nascimento, do 3.° visconde e filho dos 2.º viscondes, e de D. Luísa Manuela Correia da Costa e Vasconcelos, filha do dr. Aurélio de Almeida Santos e Vasconcelos (representante da família dos Morgados de Sortelha) e de D. Raquel Sara da Conceição e Vasconcelos (filha do poeta Alexandre da Conceição). É alferes do S. A. M. e proprietário em Sortelha e Leiria. Casou a 8-XI-I947 com D. Luísa Elena Cristina Rosário Lasso de Ia Vega y Pedroso, nascida em Sevilha, filha do dr. Alfonso Lasso de la Vega y Gimenez, professor do Instituto Espanhol de Lisboa, e de D. Alice Pedroso Gilleya. Têm descendência, sendo o primogénito Luís Henrique Lasso de la Vega e Charters, nascido em Lisboa a 15-1X-1948 e falecido a 4-VI-1990. O título de visconde de S. Sebastião foi concedido por Dec. de 8-VIIÍ-1872 (D. Luís) e renovado, com 2.ª vida, em 30-VII-1874. A concessão da 3.ª vida parece ter sido do D. Manuel II, no exílio, ignorando-se em que data. A concessão do uso do título pelo 4.º visconde foi feita por alvará do Conselho da Nobreza de l-V-1952. Armas: escudo cortado em faxa; a primeira partido em pala; no primeiro quartel em campo de prata uma águia de azul, armada de vermelho; no segundo, em campo vermelho, cinco estrelas de ouro postas em jautor; a segunda, mantelada; os dois campos superiores de ouro e, em cada, um leão negro, armado de vermelho, virados um para o outro; o campo de baixo azul, carregado de um castelo de prata. Coroa de visconde. Foram concedidas por alvará de 2-V-I888.
    (Enciclopédia Luso Brasileira, com adaptações e correcções)1
  • Nota: 16 Maio 1890; Conselheiro (Registo Geral de Mercês, D.Carlos I, liv.4, fl.63)
  • Nome alternativo: 16 Maio 1890; Luís Henriques Charters d'Azevedo; Na carta de nomeação para o conselho do rei D. Carlos I era referido com este nome
  • Casamento: 25 Abril 1892; Igreja do Coração de Jesus, Coração de Jesus, Lisboa, Lisboa; (TT, Paroquiais de Coração de Jesus, Lisboa, Casamentos, fl. 7v e 8)

    Testemunha foi Guilherme Charters Henriques d'Azevedo; Principal=Ana Isabel de Sousa da Silveira e Couto Leitão
  • Falecimento: 27 Julho 1929; Leiria, Leiria, Leiria
  • Enterro: 3 Agosto 1929; na "União Nacional", Orgão da Liga Nacional 28 de Maio de leiria, desta data, pag 2, col 4 noticia que" no pasado dia 27, na sua residencia de Lagar d'El-Rei faleceu, que era formado em Direito pela Universidade de Coimbra foi, durante o tempo da monarquia governador civil deste distrito e deputado ás Côrtes por Extemós, por diversas vezes, cargo que sempre desempenhou com elevado patriotismo e criteriosamente". ..."A urna foi conduzida para a Sé Catedral pelas 16 horas do dia 28 de onde saiu o funeral pelas 19 horas. Nele se encorporaram quasi todas as individualidades de Leiria e imenso povo. O funeral foi dirigido pelos sobrinhos do extinto: Ex Sr Luis Carlos Charters d'Azevedo e Capitão de Artilharia 4 João taborda Alves Pereira, constituiu uma sentida manifestação de pesar"

Familia: Ana Isabel de Sousa da Silveira e Couto Leitão n: 25 Mar 1863, f: 10 Dez 1941

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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Luísa Proença de Castro Charters d'Azevedo

n: 10 Março 2010
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Maria Amélia de Sousa Charters d'Azevedo

n: 10 Fevereiro 1906, f: 28 Setembro 1989

Familia: Eng. João Monteiro Conceição n: 24 Ago 1902, f: 19 Mar 1987

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Maria Antónia de Sousa Charters d'Azevedo

n: 30 Julho 1900, f: 1 Fevereiro 1971

Familia: Cor. João Taborda Alves Pereira n: 24 Jan 1892, f: 8 Mar 1966

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Maria Benedicta da Silveira e Couto Charters d'Azevedo

n: 29 Dezembro 1898, f: 27 Fevereiro 1922
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Maria do Carmo de Sousa Charters d'Azevedo

n: 2 Novembro 1902, f: 10 Agosto 1938

  • Nascimento: 2 Novembro 1902; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptismos, Liv 1902, fl. 43, nº 116)
  • Baptism: 25 Dezembro 1903; Sé, Sé, Leiria, Leiria; foram testemunhas, joaquim Maria Torreira de Sousa, solteiro e tio e Maria Laura Charters Lopes Vieira, solteira e prima (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptismos, Liv 1902, fl. 43, nº 116)
  • Falecimento: 10 Agosto 1938; Lisboa; Noticiado pelo Diário de Notícias a 11.8.1938
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Maria Iglésias Charters d'Azevedo

n: 14 Março 2008
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Maria Isabel de Sousa Charters d'Azevedo

n: 10 Março 1899, f: 26 Agosto 1971

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Dr.ª Maria José Monteiro Charters d'Azevedo

n: 27 Agosto 1943

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Maria Teresa Charters d'Azevedo

n: 11 Maio 1890, f: 14 Maio 1968

  • Nascimento: 11 Maio 1890; (perfilhada por escritura de...)
  • Falecimento: 14 Maio 1968; Leiria, Leiria, Leiria
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Pedro Gorjão Clara Charters d'Azevedo

n: 14 Novembro 1987

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Pedro Manuel Monteiro Charters d'Azevedo

n: 3 Novembro 1946

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Eng. Ricardo Manuel Monteiro Charters d'Azevedo

n: 29 Julho 1942

  • Nascimento: 29 Julho 1942; Maternidade Bemsaúde, São Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa; nasceu à 0h45
  • Baptism: 30 Agosto 1942; Igreja de Arroios, Arroios, Lisboa, Lisboa; Foi padrinho o avô materno e a avó paterna. Segui-se um jantar em casa dos bisavós Roberto e Virginia
  • Casamento: 3 Outubro 1970; Capela do Palácio e Queluz, Queluz, Queluz; Queluz; Principal=Dr.ª Helena Ferreira Gameiro
  • Nota: * Engenheiro electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico.
    * Agraciado com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Alvará de 15.6.5.2004 e noticia publicada no DR nº 246, II serie de 19.10.2004)
    * Funcionário da Comissão Europeia desde 1988, foi Chefe da Divisão "Comett e formação para as transformações tecnológicas" na DG V - Assuntos Sociais (de 1988 a 1989), Chefe da Divisão "Educação e formação para as novas tecnologias", (1990 a 1992) na Task Force "Recursos Humanos, Educação Formação e Juventude" e Chefe da Divisão "Novas qualificações e evolução das profissões, ensino aberto e a distância e relações com o CEDEFOP" (1993 a 1996) na DG XXII "Educação Formação e Juventude".
    * Foi, de 1989 a 1996, membro do conselho de Administração do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), com sede em Berlim e mais tarde transferido para Tessalónica.
    * Participou em negociações, com o Conselho de Ministros da União, o Parlamento Europeu e o Comité Económico e Social com vista à criação de programas de acção comunitários como o COMETT, o EUROTECNET e mais recentemente o programa de acção comunitário no domínio da formação profissional LEONARDO DA VINCI.
    * Foi de 1997 a Maio de 2004 Director da Representação da Comissão Europeia em Portugal (Largo Jean Monnet nº 1, 10º, 1250 Lisboa).
    * De 15 de Maio 2004 a 30 de Junho de 2004 foi, em Bruxelas, Conselheiro na área de Recursos Humanos e Financeiros na Direcção Geral de Imprensa e Comunicação da Comissão Europeia.
    * Anteriormente foi Director Geral do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação em Portugal (1983 a 1988), Presidente da Rede Escolar, Responsável pelas estatísticas da Educação, Representante de Portugal no Comité da Educação da OCDE, Membro do Comité da UNESCO responsável pela investigação e de desenvolvimento de estudos educativos no sul e no sudoeste da Europa, representante da rede Eurydice da Comunidade Europeia em Portugal e membro da Comissão Interministerial para o Emprego (CIME).
    * Foi ainda membro da Comissão de Reforma do Sistema Educativo (1985-88), coordenador nacional do projecto economia e educação da OCDE (1983-85) e Membro da Comissão executiva do projecto MINERVA (1986-88) referente à introdução das novas tecnologias na educação.
    * Colaborou na elaboração do primeiro PRODEP (1988) a ser presente à Comissão Europeia nesse ano.
    * Foi responsável pela criação, instalação e desenvolvimento do Ensino Superior Politécnico em Portugal (1978 a 1983), tendo sido o primeiro director do Gabinete de Apoio à Instalação do Ensino Superior Politécnico de Ministério da Educação, adjunto do Director Geral do Ensino Superior (1977 a 1983), tendo gerido dois empréstimos para Educação do Banco Mundial em 1977 e 1979.
    * Leccionou diversos cursos de formação do Banco Mundial sobre "Programas e projectos de Educação" na América latina, na Guiné-Bissau, em Alcalá de Henares em Espanha e ainda no Instituto Nacional de Administração em Oeiras.
    * Docente de diversas cadeiras no domínio da Electrónica e das Telecomunicações no Instituto Superior Técnico e na Academia Militar, é autor e co-autor de diversos artigos e livros sobre a educação, formação profissional e as telecomunicações.
    * Entre 1958 e 1970 foi radiamador com o indicativo de "CT1KH".
o responsável por este sítio agradece quaisquer outras indicações sobre este indivíduo que podem ser enviadas para o nome referido no "pé de página"

Eng. Roberto Manuel Coutinho de Oliveira Charters d'Azevedo

n: 17 Abril 1915, f: 15 Novembro 2015

  • Nota: O Eng Roberto Manuel Coutinho de Oliveira Charters d'Azevedo, nasceu a 17 de abril de 1915 em Lisboa, filho do médico ortorinologista Dr. Luis Carlos da Costa Guerra Charters d'Azevedo e de sua mulher Alice Coutinho de Oliveira. Neto paterno do Eng Roberto Charters Henriques d'Azevedo que mandou construir o chalet na Villa Portela, no Lago da República em frente da Câmara Municipal de Leiria. De notar que os terrenos onde hoje existe o Largo da República foram expropriados nos anos 50 do século passado, à Villa Portela
    Frequentou o Liceu Camões (foi sócio nº 293 da Associação Académica do Liceu Camões em 1929). Mais tarde frequentou o Instituto Superior Técnico onde se formou em Engenharia Civil. Tinha lá o nº 517. Foi engenheiro na construção do Estádio Nacional (1939-1948), na Comissão das Construções Hospitalares (1948-1951), no Serviço de Obras do Metropolitano de Lisboa (responsável pelo troço do Marquês de Pombal aos Restauradores, que foi inaugurado em Janeiro de 1963), Secretário-geral do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, até 1956 e Diretor de Serviços e depois Inspetor-geral na Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1957. Possui o grau de Oficial da Ordem da Mérito Industrial (alvará de 5.08.1944).
    Dada a experiencia adquirida no projeto do Estádio Nacional ofereceu à CMLeiria o projeto do primeiro estádio da cidade em 1948 (ver "Diário de Notícias# de 24.2.1949)
    Na Fundação Calouste Gulbenkian foi durante muitos anos responsável pela montagem e execução dos Festivais de Musica da Gulbenkian, tendo inclusive, por sua iniciativa o castelo de Leiria sido placo de uma dos espetáculos desses festivais. Foi dele a correção acústica do Coliseu de Lisboa para que espetáculos de música pudessem ser ouvidos numa sala com uma cúpula redonda evitando a reverberação do som, que aconteceria sem essa correção.
    Teve uma firma chamada "PCL -Projectos e Construções Lda", que se dedicou ao ramo da "construção civil" que teve sede na Rua de S. Mamede (ao Caldas) 22, 1º, em Lisboa. Na sequência do seu "hobby" criou nos finais dos anos 50s outra firma, a "ELTEC - eletrónica técnica Lda" agora para trabalhar no ramo de "eletrónica e telecomunicações", primeiramente, com sede na Rua Sidónio Pais, 4-%. Pt. 3 Dt., depois na Rua José Esaguy, em Alvalade e mais tarde na Rua Damasceno Monteiro, à Graça, sempre em Lisboa.
    Como "hobby", ou passatempo principal, dedicou-se ao radioamadorismo, com o indicativo CT1NB (obteve-o em 1933), sendo o primeiro radioamador português a fazer emissões de televisão experimental em Portugal muito antes do aparecimento da RTP, transmitindo imagens fixas por "slow-scan". Tal facto foi mencionado em reportagens publicadas no estrangeiro e em Portugal. Teve igualmente um indicativo CT1NB-M, para a sua estação móvel.
    Nos finais dos anos 60s do século passado as suas transmissões de TV já utilizavam imagens moveis, usando uma câmara que foi realizada por ele (com muita dificuldade fez dois pares iguais de bobinas em "ninho de abelha" para por a funcionar o "vidicon", i. e., a câmara de TV). No "Jornal de Évora" de 13.8.1968, o jornalista Fernando Dacosta, noticiava, que num quarto andar de um prédio em Lisboa está instalada o primeiro posto amador de televisão na península. A revista Flama de 28.7.1968, tinha igualmente um artigo de duas páginas sobre as atividades do Eng Roberto Charters d'Azevedo, com o indicativo de CT1NB, no campo da TV experimental: antes mesmo de haver emissões regulares de TV em Portugal. O "Diário de Notícias" de 20.11.69 tinha na 1ª página o título acima depois de ter assistido a uma transmissão de TV entre "a sua residência ao Areeiro em Lisboa e o alto de Monsanto onde estava o seu filho Ricardo, numa noite fria de Novembro" A revista de radioamadores, "CQ - The radio's journal", de 1 Agosto de 1970, na pag. 55, publica uma referência dizendo "Amateur television has recently sttarted in Portugal. The first two was contact were made by Levy A F G Carvalho, CT1IH-TV and Roberto Charters d'Azevedo, CTINB-TV".

    Estas emissões experimentais, antes da "chegada" da RTP, eram realizadas na "banda dos dois metros", i e 144 MHz, e com um sistema "Slow-scan" com imagens fixas, utilizando a aparelhagem, que foi totalmente construída pelo Eng Roberto Manuel Charters d'Azevedo.
    Mais tarde, nos finais dos anos 60s, já utilizando uma câmara de vídeo que lhe deu muito trabalho a fazer, o Eng Charters d'Azevedo, transmitia uma imagem, em vídeo da sua residência ao Areeiro em Lisboa, e, esta, era recebida, do outro lado, na estrada da Luz, em casa de um outro radioamador o Levy A F G Carvalho, CT1IH-TV.
    A viatura onde tinha instalado seu posto móvel CT!NB-M, foi-lhe roubada, mas como tinha um sistema de emissão e de receção de radio e TV, instalada no porta-bagagens, tal deve ter levado os "gatunos" a terem devolvido rapidamente a viatura, pois a "confusão" de fios na viatura era tremenda!
    Herdou, por morte de seu pai, em 1953 a Villa Portela, bem como a Quinta da Portela e durante a sua vida procurou defendê-la de inúmeras maldades que a cidade de Leiria procurou fazê-la aquelas propriedades (ver em Cadernos Leirienses de História nº 2 "Epanáfora das maldades feitas á Villa Portela")
  • Nota: Frequentou o Liceu Camões (foi sócio nº 293 da Associação Académica do Liceu Camões em 1929 como se vê do documento ao lado).

    Mais tarde frequentou o Instituto Superior Técnico onde se formou em Engenharia Civil. Tinha lá o nº 517.
    Foi engenheiro na construção do Estádio Nacional (1939-1948), na Comissão das Construções Hospitalares (1948-1951), no Serviço de Obras do Metropolitano de Lisboa (troço do Marques de Pombal aos Restauradores, que foi inaugurado em Janeiro de 1963), Secretário-geral do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, até 1956 e Director de Serviços e depois Inspector-geral na Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1957. Possui o grau de Oficial da Ordem da Mérito Industrial (alvará de 5.08.1944).
    Teve uma firma chamada "PCL -Projectos e Construções Lda", que se dedicou ao ramo da "construção civil" que teve sede na Rua de S. Mamede (ao Caldas) 22, 1º, em Lisboa.

    Na sequência do seu "hobby" (electrónica e telecomunicações, a que se dedicou desde 1933, data em que recebeu o indicativo de CT1NB) criou nos finais dos anos 50s outra firma, a "ELTEC - electrónica técnica Lda" agora para trabalhar no ramo de "electrónica e telecomunicações", primeiramente, com sede na Rua Sidónio Pais, 4-%. Pt. 3 Dt., depois na Rua José Esaguy, em Alvalade e mais tarde na Rua Damasceno Monteiro, à Graça, em Lisboa.
    Como "hobby" ou passatempo principal, dedicou-se ao radioamadorismo, com o indicativo CT1NB (obteve-o em 1933), sendo o primeiro radioamador português a fazer emissões de televisão experimental em Portugal muito antes do aparecimento da RTP, transmitindo imagens fixas por "slow-scan". Tal facto foi mencionado em reportagens publicadas no estrangeiro e em Portugal.

    Teve igualmente um indicativo CT1NB-M, para a sua estação móvel.
    Nos finais dos anos 60s as suas transmissões de TV já utilizavam imagens moveis, usando uma câmara que foi realizada por ele (com muita dificuldade fez dois pares iguais de bobinas em "ninho de abelha" para por a funcionar o "vidicon", i. e., a câmara de TV). No Jornal de Évora de 13.8.1968, o jornalista Fernando Dacosta, noticiava, que num quarto andar de um prédio em Lisboa está instalada o primeiro posto amador de televisão na península. A revista Flama de 28.7.1968, tinha igualmente um artigo de duas páginas sobre as actividades do Eng Roberto Charters d'Azevedo, com o indicativo de CT1NB, no campo da TV experimental: antes mesmo de haver emissões regulares de TV em Portugal.

    O Diário de Notícias de 20.11.69 tinha na 1ª página o título acima depois de ter assistido a uma transmissão de TV entre a sua residência ao Areeiro em Lisboa e o alto de Monsanto, numa noite fria de Novembro (ver a foto

    Estas emissões experimentais, antes da "chegada" da RTP, eram realizadas na "banda dos dois metros", i e 144 MHz, e com um sistema "Slow-scan" com imagens fixas, utilizando a aparelhagem que é mostrada na figura ao lado, que foi totalmente construída pelo Eng Roberto Manuel Charters d'Azevedo.

    Mais tarde, nos finais dos anos 60s, já utilizando uma câmara de vídeo que lhe deu muito trabalho a fazer, o Eng Charters d'Azevedo, transmitia uma imagem, em vídeo da sua residência ao Areeiro em Lisboa, e, esta, era recebida, do outro lado, na estrada da Luz, em casa de um outro radioamador.

    A viatura roubada (ver notícia abaixo), tinha um sistema de emissão e de recepção de radio e TV, instalada no porta-bagagens, o que deve ter levado os "gatunos" a terem devolvido rapidamente a viatura, pois a "confusão" de fios na viatura era tremenda
  • Nascimento: 17 Abril 1915; S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa
  • Nota: 1 Setembro 1939; Jamor, Lisboa, Lisboa; Engenheiro no Estádio Nacional que estava em construçã
  • Casamento: 1 Fevereiro 1941; Sé, Leiria, Leiria; Principal=Maria Eduardo da Costa Pereira Monteiro
  • Nota: 5 Agosto 1944; Lisboa; Agraciado com o grau de Oficial da Ordem de Mérito Industrial
  • Nota: Outubro 1948; Engenheiro Civil de 2ª Classe na Comissão Hospitalar do Ministério das Obras Públicas
  • Nota: entre 1951 e 1954; Lisboa, Lisboa; Secretário Geral do Laboratório Nacional de Engenharia
  • Nota: entre 1954 e 1984; Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, Lisboa; Director do Serviço de Segurança1
  • Nota: cerca de 1960; Eng do Servirço de Obras do Metropolitano de Lisboa e responsavel pela Estação dos Restauradores que foi inaugurada em 1963
  • Nota: entre 1970 e 1990; Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, Lisboa; Director do Serviço do Auditório e Som1
  • Nota: 1 Agosto 1970; A revista de radio-amadores, CQ (The radio's journal), de 1 Agosto de 1970, na pag 55, publica nesta data uma referencia dizendo "Amateur television has recently sttarted in Portugal. The first two was contact were made by Levy A F G Carvalho, CT1IH-TV and Roberto Charters d'Azevedo, CTINB-TV
  • Nota: entre 1985 e 1992; Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, Lisboa; Director do Serviço da Inspecção Técnica1
  • Falecimento: 15 Novembro 2015; Areiro, Lisboa, Lisboa
  • Enterro: 17 Novembro 2015; Cremado na véspera e as cinzas transportadas para o jazigo "Roberto Charters" no cemitério de Santo António do Carrascal (Leiria)

Citações

  1. António Barreto (Coord.) Fundação Calouste Gulbenkian, cinquenta anos, 1956-2006, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, (Julho 2007).
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Prof. Doutor Tiago Gorjão Clara Charters d'Azevedo

n: 24 Julho 1973

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José António Marcelino Charters de Azevedo

n: 1 Outubro 1957
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Sara Solange Ladeira Charters de Azevedo

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