Micaela Silva

n: 29 Junho 1784
  • Pai: João da Silva
  • Mãe: Maria Joaquina Henriques
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Mário Arnaldo da Silva


  • Casamento: Fevereiro 1965; Principal=Maria Helena Bastos Jesus

Familia: Maria Helena Bastos Jesus

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Gen. Mário Arnaldo de Jesus da Silva

n: 21 Fevereiro 1939, f: 1 Março 2008

Familia: Maria Manuela Zùquete Dutschmann

  • Eng. Mário Luis Dutschmann de Jesus da Silva
  • Eng. Pedro Manuel Dutschmann Jesus da Silva
  • João Zúquete Dutschmann de Jesus da Silva
  • Marta Dutschmann de Jesus da Silva
  • Manuel Dutschmann de Jesus da Silva
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Paio Guterres da Silva1,2,3

n: cerca de 1070, f: após 1129
  • Nota: Adiantado de Portugal
    Vigário de Afonso VI, rei de Castela, em 1085
    Senhor do Porto da Figueira
    Alcaide do castelo de Santa Eulália, Montemor-o-Velho
    Fundador do mosteiro de Cucujães
    Reedificador do mosteiro de Tibães
  • Casamento: Principal=Sancha Anes1
  • Nascimento: cerca de 10701
  • Falecimento: após 11291

Familia: Sancha Anes n: c 1080

Citações

  1. Cristovão Alão de Morais Pedatura Lusitana, Carvalhos de Basto, Braga, "ª edição (1997) fonte deconhecida isbn "Vol II, pag 410."
  2. Anselmo Braamcamp Freire Brasões da Sala de Sintra, Imprensa Nacional-Casa de Moeda,, Lisboa, fonte deconhecida edition (1973) fonte deconhecida isbn "vol. II-pg. 4."
  3. Felgueiras Gaio Nobiliário das Familias de Portugal, Carvalhos de Basto, Braga, (1989) "vol. IX-pg. 383 (Silvas)."
  4. Anselmo Braamcamp Freire Brasões da Sala de Sintra, Imprensa Nacional-Casa de Moeda,, Lisboa, fonte deconhecida edition (1973) fonte deconhecida isbn "vol. II-pg. 3."
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Doutor D. Frei Patrício da Silva , 7º Cardeal Patriarca de Lisboa

n: 15 Setembro 1756, f: 3 Janeiro 1840

  • Pai: Jacinto da Fonseca Silva
  • Mãe: Teresa Inácia de Sousa
  • Nascimento: 15 Setembro 1756; Camarnal, Arrabalde, Pinheiros, Leiria; (O Couseiro afirma que nasceu em Outubro)
  • Nota: Patrício da Silva (1) nasceu a 15 de Setembro de 1756, num sítio chamado Camarnal (2) , nos Pinheiros (Arrabalde da Ponte) (3) . Seus pais chamavam-se Jacinto da Fonseca de Oliveira e Maria Inácia (ou Teresa Inácia). Sabemos também que Domingos Fernandes de Oliveira era seu avô paterno (há um Sarg Mor com o mesmo nome na Capitania de S. Paulo, em 1957, mas não conseguimos saber quais a sua origem). Patrício da Silva teve 5 irmãos: Felícia (bisavó de Virgínia da Costa Guerra), Ana Hedwiges, Maria Joana, Helena Bárbara e Joaquim Nicolau.
    Patrício da Silva fez os seus estudos básicos e professou no Convento de Santo Agostinho de Leiria, tendo sido ordenado presbítero em 21 de Dezembro de 1780, com 24 anos (4) . Foi apoiado por um "bispo de Mariana" (5) , relegado pelo Marquês de Pombal para o Convento da Graça (em Lisboa), bispo esse que influiu para que a Ordem o aceitasse. Contudo, muito se tem discutido sobre qual a situação em que Patrício da Silva entrou no Convento de Santo Agostinho de Leiria. Se, como alguns autores afirmam (6) , foi para lá servir, os seus pais deviam ser de condição humilde. Porém, há indícios de que os seus pais eram lavradores com posses. Sabe-se que tinham terrenos nos Pinheiros e até possuíam ali casa em pedra, como é ainda voz corrente no lugar. Alias, O Couseiro referencia as "casas em que foi creado e nasceu (...) a nascente do caminho" que atravessa os Pinheiros "e no sítio do Camarnal" (7). Consequentemente, Patrício da Silva pode ter sido confiado aos agostinhos para que servisse a Deus e recebesse ali a sua educação (8) . Ou, segundo outros, "foi criado no Convento dos Agostinhos" supondo-se que aí foi educado e instruído convenientemente.
    Um indício que apoia a teoria de que a família de Patrício da Silva tinha mais tarde bastantes bens é a carta que escreveu o Tenente António Luís Ribeiro da Silva (filho da sua irmã Felícia), em 25 de Junho de 1838. Nessa missiva, solicitava-se a demissão do Exército por "lhe ter morrido um tio que lhe deixou muitos bens em cuja administração necessita empregar-se e não precisando do benefício da reforma". Tal tio (materno) era o Comendador Joaquim Nicolau da Fonseca e Silva, irmão de D. Patrício da Silva. Efectivamente Joaquim Nicolau tinha, com apoio e pedidos do Cardeal, sido Escrivão da Real Câmara no Desembargo do Paço na Repartição do Minho e Trás-os-Montes em 1823, Comendador da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real (1925), arrecadando uma fortuna que deixou ao seu sobrinho.

    De uma forma ou de outra, os seus "superiores em religião", reconhecendo em Patrício da Silva invulgares dotes de inteligência, enviaram-no para a Universidade de Coimbra. Ali completou a formação teológica. Foi aluno brilhante da Faculdade de Teologia (9) e fez o seu Doutoramento solene na Universidade de Coimbra a 31 de Julho de 1785, com 28 anos, ascendendo logo a lente da mesma Faculdade. Foi depois escolhido para Reitor do Colégio da sua Ordem, em Coimbra e em Lisboa. Mais tarde, foi indigitado para Pregador Régio, esteve ligado à Casa do Infantado e foi Capelão da Capela Real no Palácio da Bemposta. Foi igualmente Censor Eclesiástico do Patriarcado, Sócio da Academia Real das Ciências e professor de Teologia no Seminário de Santarém. Deputado à Junta dos Melhoramentos e Inspector dos Estudos do Patriarcado de Lisboa, julga-se que Patrício da Silva seria também maçom (10) , tendo sido "iniciado" por volta de 1792 e "denunciado" (33) em 1832. Aliás, dado o seu poder e influência, era jocosamente chamado como "D. Patrício I, patife pedreiro", numa alusão à sua possível filiação na maçonaria.
    Foi rápida a sua subida na hierarquia eclesiástica e civil pois, em 1818, recebeu a nomeação de bispo para a diocese de Castelo Branco, lugar de que não chegou a tomar posse por ter vagado a arquidiocese de Évora, para onde foi escolhido em 3 de Maio de 1819, no quadro dos "testemunhos de satisfação real" , resultantes do baptisado da infanta Maria da Glória, futura D. Maria II, a 3 de Maio de 1819, no antigo convento de religioos carmelitas calçados no Rio de Janeiro, que fizeram publicar muitos despachos de nomeação (11) .
    Ainda não estando em Évora, nomeou governador do arcebispado o vigário capitular eleito, mestre-escola Dr. António Maurício Ribeiro, em 17 de Abril de 1820 (12) . Passou depois procuração ao Bispo de Eucarpia, a 19 do mesmo mês, para em seu nome tomar posse do arcebispado (13) . Em 14 de Outubro avisou o Cabido da iminência da sua chegada. A sua Pastoral de entrada foi notável, na forma e na doutrina. Já em Évora, D. Frei Patrício desejou celebrar o seu primeiro Pontifical na Sé, no dia de Todos os Santos e, na primavera seguinte, anunciou a resolução de iniciar a visita geral à arquidiocese, cumprindo assim a sua missão de Pastor.Alem do quadro existente na Patriarcal fez-se igualmente pintar em corpo inteiro, num óleo que existe na Torre do Tombo, onde tem o seu curricul, escrito, em baixo, no quadro.

    Adoptou as seguintes armas: Escudo partido: I- Um leão rompante (Armas dos Silvas); II Uma águia bicéfala, tendo na garra um mundo raiado (armas de devoção, alusivas à Congregação dos Agostinhos). Contra mantelado : um coração (armas simbólicas)
    Relativamente à sua acção na capital do Alentejo, sabe-se que mandou cantar na Sé um solene Te Deum Laudamus e colocar iluminações, por motivo do "feliz regresso de S. M. e da Real Família a este Reino depois d'uma auzencia de 14 annos" (14) . Em 24 de Janeiro de 1822, determinou que se festejasse o 3º aniversário das "Novas Cortes Gerais e Extraordinárias", com Missa Solene, a que assistiram as autoridades. No mesmo ano, enviou carta ao Cabido sobre o juramento que se devia prestar à "Nova Constituição Política da Monarquia" por parte dos eclesiásticos (15) . Não esqueçamos que a Religião Católica era a religião oficial do país. Por esse facto, todos os acontecimentos de índole governamental tinham eco nas esferas eclesiais. Assim, quando o Rei proibiu todas as sociedades secretas, por Carta de Lei de 20 de Junho de 1823, o Secretário de Estado dos Negócios da Justiça imediatamente comunicou o facto ao Arcebispo D. Patrício da Silva (16).
    Por essa altura, a saúde do Papa Pio VII inspirava sérios cuidados, mandando o monarca português que se fizessem preces. Após o falecimento, o Aviso Régio de 13 de Setembro de 1823 determinou sufrágios. A Pio VII sucedeu o Cardeal della Genga com o nome de Leão XII, que mais tarde ficará ligado a privilégios concedidos à Sé de Évora.
    Mas D. Patrício da Silva foi também elemento preponderante na política nacional e na governação pública, ocupando elevados cargos. Na política, foi sempre fielmente obediente aos poderes constituídos. Alguns dos seus críticos consideraram-no, por isso, bajulador e homem de dois rostos (17). É possível que o tenha sido. Acima de tudo, serviu a Nação, sem olhar às formas do governo, procurando manter intocado o poder da Igreja, o que não foi fácil.
    D. João VI teve sempre D. Frei Patrício em muito apreço. Logo após a Abrilada, o monarca nomeia-o Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, função que exerceu desde 11 de Maio de 1824 até 15 de Janeiro de 1825 (18) . Deste modo, a 1 de Junho de 1824, o Arcebispo de Évora D. Frei Patrício da Silva foi responsável pela execução da "Carta de Lei, porque Vossa Magestade (...) Ha por bem Declarar instaurada a antiga, verdadeira, e única Constituição da Monarquia Portugueza, Mandando chamar a Cortes os tres Estados do Reino". A 22 de Junho de 1824, foi-lhe também cometido pelo Rei o entregar uma mensagem à Rainha Carlota Joaquina, pela qual o monarca (e seu marido) ordenava que abandonasse o reino; o que ela nunca fez. A responsabilidade da missão que foi confiada a D. Frei Patrício da Silva mostra bem como D. João VI o tinha em conta.

    É de 14 de Junho de 1824 a carta em que o Arcebispo agradece ao Cabido Eborense os cumprimentos que recebera, prometendo fazer todo o bem possível à "Ilustre Corporação".

    « Tendo sido Servido instaurar huma Secretaria de Estado, para o expediente dos Negocios Ecclesiasticos, e de Justiça, separada de todas as outras:
    e attendendo aos conhecimentos, prudencia, e virtudes, que revestem a pessoa do Arcebispo Metropolitano de Evora, D. Fr. Patrício, do Meu Conselho, e por esperar que em tudo sempre servirá à Minha satisfação, como até agora:
    Hei por bem nomeallo Ministro e Secretario de Estado dos Negocios Ecclesiasticos, e de Justiça.
    O Conde de Sub-Serra, do Meu Conselho de Estado, Ministro Assistente ao Despacho, o tenha assim entendido, e faça executar.
    Bordo da Não Windsor Castle, surta no Tejo, em 11 de maio, de 1824.
    Com a Rubrica de Sua Magestade. »
    Assim foi o despacho do Rei

    Entretanto, no Consistório de 27 de Setembro desse ano , o já referido Papa Leão XII nomeou o Arcebispo de Évora cardeal presbítero, com beneplácito do Rei. D. Frei Patrício da Silva, que não esquecera as promessas feitas ao seu cabido (20) , viria a obter de D. João VI o alvará de 27 de Novembro de 1824 concedendo o tratamento de "senhoria" aos cónegos de Évora (21). Adicionalmente, pelo Breve de 15 de Março de 1825, Leão XII autorizou os cónegos eborenses a usarem vestes distintas. Este Breve foi lido na sessão capitular de 19 de Julho de 1825, bem como o respectivo beneplácito régio, datado do Palácio da Bemposta, em 16 de Junho desse ano. As novas vestes dos capitulares constituíam no uso de meias, cinto e cabeção de cor violeta-purpúrea, roquete até a mão, arminhos nos mantos e chapéu com borlas e orla verde.
    Em 24 de Dezembro de 1825, o Cardeal Arcebispo D. Frei Patrício da Silva comunicou a sua transferência para o Patriarcado de Lisboa (22). Contudo, era ainda Arcebispo de Évora quando, em Março de 1826, faleceu o Rei D. João VI, ficando o governo do reino sob a regência da Infanta D. Isabel Maria. Foi o Cardeal D. Frei Patrício quem transmitiu ao Cabido a forma de terminar a colecta a dar-se na Santa Missa: "Regem Nostrum Petrum, Reginam et Principes cum prole Regia".
    Antes de tornar posse do Arcebispado de Lisboa, D. Frei Patrício informou o Cabido Eborense que, desejando fazer algum bem "às minhas amadas ovelhas de Évora antes de terminar o Sagrado Ministério de as pastorear", pedira aos Missionários de Brancanes uma Missão no 1.º Domingo da Quaresma, na Sé (23) . Nos anos seguintes, o Cardeal D. Patrício da Silva continuou a cartear-se com o Cabido de Évora e a orientar o Governador do Arcebispado até à eleição do respectivo Vigário Capitular.
    Refira-se que D. Patrício da Silva foi também membro do Conselho de Regência, quando D. João VI adoeceu gravemente (4 de Janeiro de 1826), juntamente com a Infanta D. Isabel Maria (24). Logo depois iniciou-se o curto primeiro reinado de D. Pedro IV (Imperador do Brasil), o qual nomeou Par do Reino o Cardeal D. Patrício da Silva. Foi no dia seguinte que o Cardeal escreveu ao Cabido de Évora comunicando que tomara posse do Patriarcado de Lisboa, com as honras da púrpura cardinalícia e as funções de metropolita. Despediu-se da Igreja de Évora com palavras muito amáveis.
    Com a saída de D. Patrício da Silva de Évora, iniciou-se uma das mais agitadas vacâncias da Sé Eborense, a qual só veio a terminar em 1829 com a subida ao trono do Rei D. Miguel, que energicamente pôs termo aos abusos existentes e escolheu um novo arcebispo (25) .
    A tomada de posse de D. Patrício da Silva como Patriarca, em 1826, levou a que se desse uma situação invulgar e embaraçosa, a qual a Santa Sé veio a resolver pelo melhor. Tinha saído a promoção de D. Patrício da Silva para o Patriarcado em carta régia, conforme a concordata em vigor. Porém, antes que chegasse de Roma a bula pontifícia da sua nomeação, ele, Patrício da Silva, apressou-se a tomar posse do lugar. Canonicamente, este acto era nulo e o transgressor ficava automaticamente irregular, incurso nas penas canónicas. De Roma, o Papa (Leão XII) mandou-lhe uma forte reprimenda. Simultaneamente, para remediar a situação, conferia ao confessor do transgressor as faculdades necessárias para o absolver da irregularidade incursa.
    D. Patrício da Silva foi Vice-presidente da Câmara dos Pares em 1826, e pertenceu ao conselho de regência deixado creado por D. Joãqo VI (que desceu ao túmulo em 10 de Março de 1826) pois D. João VI o presava muito e não participou nos Conclaves cardinalícios de 1829 e 1830-31 (26) . Nunca foi forçado a emigrar no período difícil do Miguelismo, entre 1828 e 1834, como muitos outros foram obrigados a fazer, dada a alta consideração em que era tido em conta, quer pelos absolutistas, quer pelos liberais. Aliás, D. Patrício da Silva reconheceu a legitimidade real quer em D. Miguel quer depois em D. Pedro, como provam as suas "escandalosas" pastorais (27) . Apesar da sua posição ambivalente (ou talvez por isso mesmo), o regime liberal vitorioso tirou-lhe "tudo e o reduziu a uma pensão de que nunca recebeu metade, residindo, por isso, no Mosteiro de S. Vicente, para evitar despesas" (28) . Assim se explicam as dificuldades que ele próprio e o Patriarcado passaram nesse período após 1834 e que o seu testamento confirma.
    Contudo, D. Patrício da Silva foi procurando contrariar os ventos de mudança que se faziam sentir após 1834 e que sopraram de forma particularmente violenta nos primeiros anos do Liberalismo, época de certa animosidade contra os velhos privilégios da Igreja.
    Aquando do baptismo do futuro rei D. Pedro V, nascido a 16 de Setembro de 1837, o Cardeal D. Frei Patrício da Silva fez questão de manter o antigo ritual dos baptizados reais, contrastando com a "falta de etiqueta, anarquia e desordem" desses tempos: "Havia tudo quanto a antiga etiqueta manda que se faça, confundido com as cenas mais democráticas, parecendo aos olhos de todos que o Real Palácio das Necessidades, em parte, se tinha convertido no Palácio do Presidente de uma República" (29). De facto, o préstito iniciava com "o seu primeiro esmoler de cruz alçada, a cavalo numa mula branca (...) sendo Sua Eminência transportado numa riquíssima cadeirinha, levado e rodeado por vários criados de libré" (30) . Estas palavras são do Marquês de Fronteira, que rematou o relato nos seguintes termos: para escândalo de toda a gente, "os patriotas e os inimigos da religião estabeleceram o precedente de receber a bênção do seu Prelado com desdém e de chapéu na cabeça" (31) .
    Como se depreende, D. Frei Patrício da Silva parecia como que alheado das transformações que se produziam rapidamente no mundo à sua volta, cumprindo à risca a antiga etiqueta e mantendo uma certa ordem e solenidade na cerimónia de baptismo real, ao passo que quase todos os demais infringiam as velhas regras de protocolo (32).

    O testamento de D. Frei Patrício da Silva
    D. Frei Patrício da Silva faleceu em 13 de Janeiro de 1840, com 83 anos, tendo ficado sepultado na Igreja de S. Vicente de Fora. Sete anos antes - ou seja, no terrível ano de 1833 - tinha feito o seu testamento, contemplando nele considerável número de familiares e outras pessoas, a quem, naturalmente, se sentia ligado.
    Assim, como se poderá confrontar pela transcrição integral em anexo, foram contempladas as suas três irmãs: Helena Bárbara Fonseca e Silva, Maria Joana Fonseca e Silva e Ana Hedwiges Fonseca e Silva. Foi também seu herdeiro o filho da sua falecida irmã Felícia, António Luís Ribeiro da Silva (então capitão num novo regimento de infantaria), de quem descende a 1ª Viscondessa da Barreira.
    D. Patrício da Silva não se esqueceu igualmente dos oficiais de infantaria de linha, seus segundos sobrinhos: Patrício José Torcato, Joaquim Simão da Silva e Sousa e José Torcato da Silva e Andrade, assim como de Ana Hilária de Andrade da Silva, sua prima.
    No entanto, em finais de 1839, foi obrigado a adicionar um codicilo ao seu testamento, apenas duas semanas antes da sua morte. Esta adenda (que também se encontra em anexo) foi ditada, dada a sua frágil situação física. O motivo da adenda era simples: a precária situação financeira em que se encontrava, não só ele próprio, como todo o Patriarcado, situação essa que se tinha degradado desde a data de elaboração do testamento pois "ocorreram circunstancias extraordinárias". De facto, muito tinha mudado desde 1833. Lembramos que a instauração do Liberalismo, em 1834, foi um rude golpe no poder económico da Igreja em Portugal.

    Biblio:
    1 CHARTERS d'AZEVEDO, Ricardo, PORTELA, Ana Margarida e QUEIROZ, Francisco, "Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (séc XIX)", Gradiva, Lisboa, 2007 (pag .257 - 284)
    2 O Couseiro, p. 60.
    3 Na altura pertencia à Paróquia de S. Tiago de Leiria. Hoje, o Lugar dos Pinheiros pertence aos Marrazes, que englobou essa extinta paróquia (Vd. O Couseiro).
    4 Silva (D. Frei Patrício da), In "Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira", vol. 28, p. 837-838.
    5 Mariana, Minas Gerais, Brasil. Também chamada "Cidade dos Bispos" ou Atenas Mineira e igualmente conhecida como Leal Vila de Nossa Senhora do Carmo.
    6 Como Inocêncio da Silva, no seu Dicionário Bibliográfico (ob. cit.).
    7 O Couseiro, p. 63. Note-se que o anotador do Couseiro era quase vizinho dos Pinheiros e foi ali capelão.
    8 É o que defende o autor de O Couseiro, assim como João Afonso Corte Real e vários outros autores e investigadores de genealogia, sobretudo seus descendentes em linha colateral.
    9 Matrículas - Teologia, 12.11.1779; Matemática, 11.10.1780. Graus - Bacharel, 22.6.1784, Licenciado, 20.7.1785; Doutor, 31.7.1785. Cadeiras - opositor (1790-1802); s/indicação de cadeira (1806); substituto 1ª Exegética (1814); substituto 1ª Subsidiária (1814-1815); 7º lente 2ª Teorética (1816-1820), 4º lente. Cf. Memoria Professorum Universitatis Conimbrigensis.
    10 A ele se refere A. Oliveira Marques, como maçom em, “História da Maçonaria em Portugal - política e maçonaria 1820 - 1869 (2º parte)”, Ed Presença, Lisboa, 1997,Apendice, pag 571
    11 Segundo carta do próprio D. Patrício da Silva ao Cabido Eborense, escrita no Convento da Graça de Lisboa em 27 de Agosto desse ano (A.D.E., Pasta n.º 2). Ver igualmente"O Panorama" 1854, pag 132 artigo de L. A. Rebello da Silva onde se refere que "Fr. Vicente da Soledade, monge beneditino, foi nomeado arcebispo da Baía; o doutor Francisco Alexandre Lobo, escritor distinto, teve o bispado de Viseu; o doutor Luis da Cunha d'Abreu e Mello o de Beja; o bispado de Castelo Branco foi dado ao doutor José de Miranda Coutinho e o de Angra a Fr. Manuel Nicolau, religioso carmelita; ao desembargador Manuel Telles da Silva fê-se a mercê do priorado mór de Aviz; a Fernando Teles da Silva do condado de Tarouca; e a D. José de Castelo Branco do título de Conde de Pombeiro. O conde de Amarante, depois marquez de Chaves, recebeu a graça de uma vida no mesmo título; aos gentis homens da camara de el-rei concedeu-se a mercê de se cobrirem nos actos de corte como os grandes do reino. Outros muitos favores e graças concorreram para o esplendor da gala"
    12 A.D.E., Pasta n.º 2.
    13 A.D.E., Pasta n.º 1. O Bispo de Eucarpia era auxiliar em Évora.
    14 A.D.E., Pasta n.º 2.
    15 A.D.E., Pasta n.º 2, carta de 4 de Setembro de 1822.
    16 A.D.E., Pasta n.º 2.
    17 COSTA, Júlio de Sousa e - D. Maria II, 1819-1853. Episódios do seu tempo, coligidos e anotados, p. 61.
    18 Na carta de nomeação pode ler-se: "Tendo sido Servido instaurar huma Secretaria de Estado, para o expediente dos Negocios Ecclesiasticos, e de Justiça, separada de todas as outras: e attendendo aos conhecimentos, prudencia, e virtudes, que revestem a pessoa do Arcebispo Metropolitano de Evora, D. Fr. Patrício, do Meu Conselho, e por esperar que em tudo sempre servirá à Minha satisfação, como até agora: Hei por bem nomeallo Ministro e Secretario de Estado dos Negocios Ecclesiasticos, e de Justiça. O Conde de Sub-Serra, do Meu Conselho de Estado, Ministro Assistente ao Despacho, o tenha assim entendido, e faça executar. Bordo da Náo Windsor Castle, surta no Tejo, em 11 de Maio, de 1824. Com a Rubrica de Sua Magestade" (I.A.N./T.T., Legislação avulsa do século XIX).
    19 RITZLER, Remigium / SEFRIN, Pirminum - Hierarchia Catholica Medii et Recientoris Aevi. Vol. VII (1800-1846).
    20 A.D.E., Pasta n.º 2, carta de 23 de Outubro de 1824.
    21 A.D.E., RR 15 b.
    22 A.D.E., Pasta n.º 2.
    23 A.D.E., Pasta n.º 2, carta de 30 de Janeiro de 1826.
    24 No Arquivo da Casa de Loulé existe um documento em que o Cardeal D. Patrício da Silva, seguido da Infanta Regente Dona Isabel Maria, dão permissão para a celebração do casamento da Infanta Dona Ana de Jesus Maria com o 2º Marques de Loulé. Veja-se VASCONCELOS, Francisco de - A Infanta Dona Ana de Jesus Maria: Infanta de Portugal - Marquesa de Loulé.
    25 Em Évora, foram auxiliares de D. Frei Patrício da Silva o Bispo de Eucarpia (D. António José de Oliveira, que já tinha servido os dois anteriores arcebispos) e o Bispo de Bugia (D. António Maurício Ribeiro), este último o alegado causador dos desassossegos a que D. Miguel pôs cobro, exilando-o para o Convento de Brancanes, onde morreu.
    26 RITZLER / SEFRIN, ob. cit., Vol. VII (1800-1846).
    27 COSTA, Francisco de Paula Ferreira - Memórias de um Miguelista, 1833-1834.
    28 COSTA, Francisco de Paula Ferreira - Memórias de um Miguelista, 1833-1834.
    29 Memórias do Marquês de Fronteira e Alorna, V-VI, p. 236.
    30 Memórias do Marquês de Fronteira e Alorna, V-VI, p. 236.
    31 Memórias do Marquês de Fronteira e Alorna, V-VI, p. 236.
    32 BONIFÁCIO, Maria de Fátima - D. Maria II. A descrição da cerimónia de baptismo pode ser encontrada no capítulo I de MÓNICA, Maria Filomena - D. Pedro V.
    33.Diz-se "Demissão" de um maçom quando ele deixa de ser membro activo de uma Oficina, não perdendo a qualidade de maçom, nem deixando de ficar obrigado aos seus deveres, excepto aos pecuniários. In "Dicionário de termos maçónicos" de Pedro Manuel Pereira, editado pela SeteCaminhos, 2008.
  • Falecimento: 3 Janeiro 1840; São Vicente de Fora, São Vicente de Fora, Lisboa, Lisboa; (Livro de Óbitos da Freg. de S. Vicente, Lisboa, 1840)
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Dr. Patrício José da Silva1

f: antes 1820
  • Pai: Manuel Luís da Silva Ferraz (?)
  • Mãe: Maria Josefa da Silva
  • Nascimento: Arrabalde da Ponte, Leiria; (verbete de exames da Universidade de Coimbra)
  • Casamento: Principal=Isidora Margarida de Andrade
  • Nota: 27 Junho 1767; saiu bacharel formado em Cânones. teve matrículas de 1761 a 1766 (Ver verbete de exames na Universidade de Coimbra)2
  • Falecimento: antes 1820; Quando do inquerito de genere dos seus netos, já tinha falecido

Familia: Isidora Margarida de Andrade

Citações

  1. Marcelo Olavo Corrêa d'Azevedo 'Doutor D. Frei Patrício da Silva', Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Libris, nº 87, 1986, 12-14.
  2. Universidade de Coimbra ed. Livro de Matrículas da Universidade de Coimbra, Universidade de Coimbra, Coimbra, fonte deconhecida edition (Ano da matrícula) (Arquivo da Universidade de Coimbra).
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Pedro Luís de Bellegarde da Silva

n: 24 Fevereiro 1833, f: 7 Fevereiro 1900
  • Casamento: Principal=Henriqueta Maria Seixas1
  • Nascimento: 24 Fevereiro 1833; Lisboa, Lisboa
  • Falecimento: 7 Fevereiro 1900

Familia: Henriqueta Maria Seixas

Citações

  1. Website Geneall (http://www.geneall.net).
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Pelaio Guterres da Silva

n: cerca de 1000

Familia: Adosinda Ermigues n: c 1010

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Ricardo da Silva

n: 1847
  • Nascimento: 1847; Regueira de Pontes, Regueira de Pontes, Leiria; A data do casamento teria 28 anos. No registo de baptismo de seu filho Manuel é dado como ser filho de José Francisco Canário e de Ana Gomes, ele natural de Monte Agudo e ela da freguesia dos Marrazes (ADLeiria, Casamentos, Leiria, Regueira de Pontes, fl 36v e 37, IV-35-E-24)
  • Casamento: 25 Novembro 1875; Regueira de Pontes, Regueira de Pontes, Leiria; (ADLeiria, Casamentos, Leiria, Regueira de Pontes, fl 36v e 37, IV-35-E-24); Principal=Josefa de Jesus Gomes

Familia: Josefa de Jesus Gomes

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Rita Augusta da Silva

n: 8 Julho 1836, f: 26 Novembro 1918

Familia: Antero Frederico Ferreira de Seabra da Mota e Silva n: 22 Set 1821, f: 14 Fev 1883

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Sebastião Pereira da Silva

n: 9 Novembro 1646
  • Pai: Tomé da Silva Pereira1
  • Mãe: Isabel de Faria de Siqueira

Familia: Maria Ana do Rego Proença n: 4 Jul 1649

Citações

  1. Anotado pelo Visconde da Cortegaça Nobiliário de Alentem, do anotador, Lisboa, 1º (1955).
  2. Felgueiras Gaio Nobiliario de Famílias de Portugal, n.pub., n.p., fonte deconhecida edition (fonte deconhecida publish date).
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Silvestre Silva

n: 24 Setembro 1775
  • Pai: João da Silva
  • Mãe: Maria Joaquina Henriques
  • Baptism: 24 Setembro 1775
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Teresa Silva

n: 30 Junho 1782
  • Pai: João da Silva
  • Mãe: Maria Joaquina Henriques
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Virgínia Estrela da Costa e Silva

n: 31 Maio 1915

  • Casamento: Principal=Ten. João Pacheco Madeira
  • Nascimento: 31 Maio 1915; Dona de Casa viúva. Viveu com seu marido em Angola (Benguela) muitos anos. Sem filhos
  • Falecimento:
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Zinah Maria Silva

n: 17 Agosto 1920, f: 11 Setembro 2007

Familia: René Sampaio Niemeyer f: 17 Ago 1988

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Águeda de Bellegarde da Silva

n: 1845, f: 1872
  • Nascimento: 1845
  • Falecimento: 1872
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Luís do Carmo Moreira Garcia Silveira Botelho

f: 17 Janeiro 2012

Familia: Maria Amália de Oliveira Hasse de Sottomayor f: 1 Mai 2012

  • João Luís de Sottomayor da Silveira Botelho
  • Maria Amália de Sottomayor Silveira Botelho
  • Maria Luísa de Sottomayor Silveira Botelho
  • Maria do Carmo de Sottomayor Silveira Botelho
  • Luís Pedro de Sottomayor Silveira Botelho
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Ana Isabel de Sousa da Silveira e Couto Leitão

n: 25 Março 1863, f: 10 Dezembro 1941
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Filipe de Sousa da Silveira e Couto Leitão

n: 1870, f: 1 Setembro 1938

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Carlos Silveira Ramos

n: 1901, f: 1904
  • Nascimento: 1901
  • Falecimento: 1904
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