Maria José da Conceição

n: 19 Julho 1876, f: 27 Janeiro 1969

Familia: Romão Mendes Blanc n: 20 Fev 1868, f: 26 Abr 1929

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Francisco António da Conceição

n: 1846

Familia: Margarida Augusta Nunes de Barros n: 1844

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Dr. Júlio d'Almeida Conceição

n: cerca de 1875

Familia: Maria Cássia Monteiro n: c 1875

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Lino António da Conceição

n: 26 Novembro 1898, f: 23 Outubro 1974

Foto de Ricardo
  • Nota: Após ter frequentado o atelier do seu professor e amigo Narciso Costa e depois de uma rápida passagem pela Escola de Belas Artes de Lisboa, matriculou-se, em 1915 na Escola de Belas Artes do Porto, na qual foi discípulo de João Marques d'Oliveira. Inaugura, em Leiria, a sua primeira exposição individual no ano de 1918, datando de 1924 a I Exposição Individual na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Do texto do catálogo, da autoria de Américo Durão, retira-se "... Corre em seu sangue o ritmo e a fascinação do Mar... A gente do mar encanta-o pela esbelta e forte beleza plástica dos seus corpos.. . ". Participa, em 1925, no I Salão de Outono, após o que colabora na remodelação do Bristol Club.

    A primeira fase da sua obra revela a sua ligação a valores regionais, nomeadamente títulos como "Pescadores", "Nazareth", "Leiria", obras expostas em 1930 (Colectiva da S.N.B.A.), ou ainda, fazendo parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea, "Na Fonte" (1933), "Peixeirinhas" (1938), "Ceifeiras" (1943) e "Ameixoeira" (1944).

    Ainda na década de 1920 casa-se com Maria Helena de Noronha Tudela e participa na Exposição Ibero-Americana de Sevilha. Ganha medalhas de honra em Sevilha (1929) e Paris (1932). Obtém em 1943 o prémio Rocha Cabral.

    Após 1930, participa, no I e II Salão dos Independentes, na Exposição Colonial de Paris e no Salão de Inverno de 1932. Já em 1935 figura na Exposição do Secretariado Nacional de Informação. Em 1938 realiza o friso para a sala do Presidente da Assembleia Nacional, pinta os frescos do arco triunfal e da varanda do coro da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, ilustra o livro Amadis, de Afonso Lopes Vieira, tal como para La Jeunesse Portugaise à l'École, obra de António Mattoso (1939). Em 1940 participa na Exposição do Mundo-Português e começa a leccionar na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Em 1944 realiza a II Exposição Individual para o Secretariado da Propaganda Nacional, sendo estendida a duração do evento, devido ao sucesso que obteve junto do público. Assina, em 1945, os vitrais para a Casa do Douro, em 1946 os vitrais da Capela do Colégio das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

    Escreve, em 1949, uma petição ao Ministro da Educação Nacional solicitando a realização de provas que lhe permitissem terminar o Curso Superior de Pintura, obtendo a respectiva Carta de Curso a 15 de Julho desse ano. Ligado aos movimentos modernos, serve-se dos valores estéticos que mais adequados se mostram ao seu estilo, maneira de ser e sensibilidade, na composição de obras de largo sentido decorativo, formas robustas e cores vibrantes, de um figurativismo sólido e arquitectónico, anunciador do futuro pintor de murais.

    De acordo com a tendência anunciada Lino António dedicar-se-á de uma forma cada vez mais exclusiva à realização de obras murais e irá tomar-se um apaixonado cultor de artes decorativas, afirmando-se como vitralista e mosaicista excelente.

    Trabalha para igrejas de Lisboa, Vila Viçosa, Almada, Lamego. Executa para o Santuário de Fátima uma série monumental de painéis de cerâmica policromada, com a colaboração do pintor Querubim Lapa e do ceramista Manuel Cargaleiro.

    Ainda em 1949, executa os frescos e vitrais do Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizando obra semelhante na Câmara Municipal da Covilhã, em 1957. Em 1952 realiza o painel cerâmico para o átrio principal do LNEC. Executou os painéis de cerâmica para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1957 e em 1958 para o Pavilhão do Corpo de Alunos do Colégio Militar e para o Instituto de Higiene e Medicina Tropical. É autor, em 1959 da Tapeçaria Olisipo, realizada para o Hotel Ritz, em Lisboa. Em 1961 realiza os vitrais para o grande pórtico da Aula Magna e pinta, em 1966 os frescos para o átrio principal da Biblioteca Nacional e os vitrais para o Tribunal de Seia.

    Está representado no Museu de Arte Contemporânea (Chiado), C.A.M., Museu Soares dos Reis (Porto), vários museus regionais e colecções particulares.

    Como Metodólogo e Pedagogo é professor de Pintura e Desenho no ensino técnico e director da Escola de Artes Decorativas de Lisboa (actual Escola António Arroio). Aqui realiza um trabalho importante de modernização curricular, adaptando a Escola às necessidades naturais que o processo evolutivo da vida e da cultura exigem. Para concretizar este objectivo foi sua preocupação reunir um corpo docente de qualidade que tomou a Escola António Arroio respeitada e amada, espaço de iniciação de sucessivas gerações de artistas. A importância da sua acção revela-se ainda na memória viva daqueles que hoje continuam a sua obra na actual António Arroio.

    Por imposição do limite oficial de idade, aposenta-se do ensino em 1968, ficando impedido de continuar a dirigir a Escola António Arroio.

    Morreu em 1974, vítima de um acidente vascular quando se encontrava a trabalhar no seu atelier na pintura Mercado

    Por deliberação camarária de 4 de Janeiro de 1982, o seu nome foi atribuído a uma rua de Leiria.
  • Nascimento: 26 Novembro 1898; Leiria, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptismos, Liv 1899, fl.4, nº 9)
  • Casamento: Principal=Maria Helena de Noronha Tudela
  • Falecimento: 23 Outubro 1974; Lisboa, Lisboa

Familia: Maria Helena de Noronha Tudela n: 26 Jun 1907, f: 1993

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Lino António da Conceição

n: 21 Julho 1869

Familia: Maria do Carmo Pereira Dias n: c 1869

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Lucila da Conceição

n: 1896
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Manuel António da Conceição

n: 12 Maio 1822
  • Pai: Luís António [...]
  • Mãe: Maria Joaquina [...]
  • Casamento: Principal=Umbelina Emilia [...]
  • Nascimento: 12 Maio 1822; Pombal

Familia: Umbelina Emilia [...]

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Margarida Barros da Conceição

n: 1900
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Maria Madalena Barros da Conceição

n: 1911
  • Casamento: Principal=Dr. Júlio Frederico de Guimarães Biel
  • Nascimento: 1911
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Maria Helena Tudela da Conceição

n: 17 Maio 1934, f: 7 Novembro 2007
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Maria Luiza Carreira da Conceição

n: 7 Março 1945, f: 20 Maio 1997

Familia: Eng. António Manuel da Costa Pereira d' Azevedo Monteiro

  • Dr. Frederico Manuel da Conceição Monteiro
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Vitória Barros da Conceição

n: 1873
  • Casamento: 1895; Principal=José Gonçalves Ferreira
  • Nascimento: 1873
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Manuel Coelho Silva Confraria

n: 1894, f: 29 Novembro 1959

Familia: Emília Laborinho n: 11 Fev 1894, f: 26 Out 1978

  • Elísio Laborinho Confraria
  • Dr.ª Maria Manuela Laborinho Confraria
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Dr. Adriano Xavier Cordeiro1

n: 9 Janeiro 1880, f: 11 Setembro 1919

Familia: Maria Helena Bon de Sousa

  • António Cordeiro
  • Maria Amélia Cordeiro

Citações

  1. Artur Gonçalves Torrejanos ilustres, em Letras, Ciências, Armas e Religião, Camara Municipal de Torres Novas, Torres Novas, (1933).
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Juiz António Xavier de Sousa Cordeiro

n: 23 Novembro 1844, f: 17 Novembro 1903
  • Nota: O distinto magistrado e delicado poeta, Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro, nasceu na vila de Torres Novas em 23 de Novembro de 1844, sendo filho de Cândido Joaquim Xavier Cordeiro director do Dispensatório Farmacêutico da Universidade de Coimbra, e de D. Maria do Rosário Cordeiro.
    Formado, após um curso honrosíssimo, na faculdade de direito da referida Universidade no ano de 1870, foi no mesmo ano, a 27 de dezembro, despachado sub-delegado do procurador régio para a comarca de Mirandela, passando pouco depois, a 14 de julho de 1871, a delegado.
    Casou em Trás-os-Montes com D. Claudina Garcia Cordeiro, a 10 de novembro de 1872.
    Transferido em 1873 para a comarca de Fafe, em 1876 para a de Tomar e em 1877 para a de Ponte do Lima, é despachado juís em setembro de 1880 para a comarca da Povoação, na üha de S. Miguel (Açores); em 1881 passava à comarca de Vila Nova de Fozcoa, em 1882 à de Baião, em 1883 voltava aos Açores como juiz da Graciosa e depois de Vila Franca do Campo, até que em 1886 é promovido à segunda classe e colocado em Monção.
    Neste tempo uma melindrosa operação cirúrgica o retém em forçado descanso, que êle aplica ao cultivo das musas.
    Em 1888 de novo o vemos exercendo a magistratura em Marco de Canavezes; em 1890 era promovido à primeira classe e colocado em Faro, em 1892 em Leiria, onde celebrou com seu tio, o Dr. António Xavier Rodrigues Cordeiro, no altar da poesia.
    Em agosto de 1893 permutava com o juiz de Santarém, passando no ano de 1894 a dirigir o Almanaque de Lembranças, por falta de forças daquele seu tio e distinto poeta, que pouco depois, em 1896, morria.
    Juiz integérrimo, recebeu em Santarém a justa homenagem ao seu carácter, pois o júri comercial daquela cidade lhe ofereceu uma pena de oiro.
    Por despacho de 17 de maio de 1897 é o Dr. Xavier Cordeiro nomeado auditor do 2° Conselho de Guerra da l.a Divisão Militar (Lisboa), nomeação esta muito aplaudida pela imprensa da capital, mas lastimada pela de Santarém.
    Promovido à segunda instância para a Relação dos Açores, por decreto de 31 de Maio de 1902, partiu para Ponta Delgada em 5 de julho seguinte.
    No ano imediato veio ao continente a gozar alguns meses de licença com sua esposa e filhos. Regressando a Ponta Delgada, foi pouco depois fulminado por uma congestão cerebral, falecendo assim a 17 de novembro de 1903. O seu corpo foi trasladado para Lisboa em 24 de agosto de 1904.
    O Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro foi autor de diversos trabalhos jurídicos de reconhecido valor e colaborou em diferentes jornais e revistas, sendo sócio de muitas sociedades literárias e científicas de Portugal e do Brasil.
    Em 1889 foi secretário da 5.a secção do Congresso Jurídico, "Questões Mixtas", usando várias vezes da palavra, sempre com superior conhecimento dos assuntos ventilados.
    Em 1886 escreveu o Prontuário dos Acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça posteriores à promulgação do Código Civil.
    Como aos doutores não fazem dano as musas, no dizer do poeta (António Ferreira), Sousa Cordeiro, em 1898 coligiu em volume as suas poesias sob o titulo de - Horas Vagas, rimas dum curioso, - editado pela Parçaria António. Maria Pereira, de Lisboa, onde se encontram versões perfeitas de Scarron, Vítor Hugo, Sully Prudhome, etc, donde se vê que a austeridade do magistrado e a circunspecção do jurisconsulto não colidiam com o convívio ameno das companheiras de Apolo.
    Há ainda dele poesias dispersas e monólogos, pois, o Dr. Sousa Cordeiro também cultivou o teatro. Traduziu: Le Cocu Imaginaire, do Molière, e Les Plaideurs, de Racine, ambos em excelentes alexandrinos, que ficaram inéditos.
    As suas primícias literárias, quando ainda estudante em Coimbra, foi a poesia A Chegada da Primavera, publicada no Almanaque de Lembranças de 1866, a pág. 166.
    O Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro deixou dois filhos do seu matrimónio: Jorge Cordeiro e Adriano Xavier Cordeiro. O primeiro, oficial do exército, condecorado com a Torre e Espada em 1903 por serviços prestados em África, e o segundo, formado em direito no mesmo ano e que ao pai sucedeu na Direcção do Almanaque de Lembranças.
    Alberto Pimentel assim concluiu o artigo que escreveu àcêrca deste ilustre torrejano: "Aqui deixo traçado o esboço biográfico do integérrimo juiz, do" delicado poeta, do modelar cidadão, que legou à sua família nome prestigioso, já honrado pelos antecessores e aumentado por êle com novos títulos de direito à pública veneração".
    A mór parte destes dados biográficos foram colhidos no Alm. Lemb. 1905, pág. X;=Dic. Port., VI1-713 e Ene. Port., XI-405.
    Dele trata o n.° 16 de "O Almonda" e seu nome está ainda no Dic. Port., IV-988=Dic. Geog. Ms., tomo 37, pág. 698 e 777= Ene. Port., VI1-197; = Mem. V. T. Novas ; = Sum. Bibi. Lus., II1-141, etc.1
  • Nascimento: 23 Novembro 1844; Torres Novas, Torres Novas
  • Casamento: 10 Novembro 1872; Principal=Claudina Garcia1
  • Falecimento: 17 Novembro 1903; Ponta Delgada, Ponta Delgada

Familia: Claudina Garcia

Citações

  1. Artur Gonçalves Torrejanos ilustres, em Letras, Ciências, Armas e Religião, Camara Municipal de Torres Novas, Torres Novas, (1933).
o responsável por este sítio agradece quaisquer outras indicações sobre este indivíduo que podem ser enviadas para o nome referido no "pé de página"

Cristiana Xavier Cordeiro

n: 22 Junho 1874, f: 4 Junho 1893
  • Nascimento: 22 Junho 1874
  • Falecimento: 4 Junho 1893; Lisboa, Lisboa; Faleceu em casa do sr Candido Xavier Cordeiro a partir de uma gripe e com um final com tuberculose
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Eng. Cândido Celestino Xavier Cordeiro

n: 16 Abril 1842, f: 20 Janeiro 1905
  • Nota: Cândido Celestino Xavier Cordeiro, inspector-geral de obras públicas e engenheiro consultor da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, nasceu em Torres Novas a 16 de Abril de 1842 (L.° n.° 12 de baptismos de Santa Maria, foi. 67) e faleceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1904, embora a Ene. Port. (X1-405) diga 1905 e o Dicionário "Portugal* (VII-708) por lapso lhe dê também para nascimento o ano de 1844.
    Era filho de Cândido Joaquim Xavier Cordeiro e de sua mulher D. Maria do Rosário Cordeiro
    Estudante laureado das faculdades de filosofia e matemática da Universidade de Coimbra, em ambas se formou e distinguiu tanto pelo seu talento que, contando apenas vinte e dois anos, foi convidado a concorrer a uma cadeira de lente, ao que não acedeu, indo, porém, a convite e com subsídio do governo, completar o curso de engenharia na Escola de Pontes e Calçadas, de Paris, que concluiu brilhantemente, como estudante laureado que sempre foi.
    Apesar-das elevadas recompensas obtidas no estranjeiro, que lhe permitiriam ali rendosa colocação, preferiu regressar a Portugal onde, em breve, se afirmava como uma autoridade indiscutível em assuntos de engenharia, especialmente nos serviços de viação acelerada.
    Dotado de extrema modéstia, concentrava-se no seu gabinete de trabalho, onde o iam procurar sempre que necessário era resolver um problema de engenharia mais difícil. E assim o seu nome, ficou inolvidàvelmente ligado às obras de engenharia mais importantes do país: figura em primeiro lugar na história dos caminhos-de-ferro de Portugal pela grande parte que tomou na sua construção e desenvolvimento, desempenhando por largos anos o cargo de chefe de via e obras da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses; colaborou nos caminhos-de-ferro do Minho e Douro, no de Mormugão (índia), na ponte de dois taboleiros sobre o Lima, no viaduto de Dur-rães, no túnel de Tamel, nas pontes de D. Maria Pia e de D. Luís no Porto, na ponte de Lares sobre o Mondego, no túnel e estação do Rossio, etc, sendo também de sua autoria o estudo do pitoresco caminho-de-ferro do Vale do Vouga.
    No congresso internacional de Paris, por ocasião da exposição de 1900, foram altamente considerados os seus trabalhos, e justamente apreciada a colaboração que durante trinta anos prestou ao jornal da Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, pelo que lhe conferiram a medalha de oiro e um diploma de honra.
    Era sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e agraciado com a comenda da ordem de Cristo, sendo além disso membro do Conselho Superior de Obras Públicas e Minas, inspector dos edifícios públicos, vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais e de muitas outras comissões de serviço, onde o seu concurso era sempre considerado indispensável.
    Matemático distintíssimo e engenheiro eminente, deixou na Revista de Obras Públicas e Minas, bem como na Gazeta dos Caminhos-de-ferro uma colaboração da mais alta competência, além de memórias, opúsculos e tratados, obra dispersa que longo seria enumerar, justamente considerada como do mais extraordinário valor na sua especialidade.
    A êle se deve o critério, que hoje prevalece e é preconizado em todos os congressos de engenharia, de pôr de parte o sagrado limite de 150 metros para o raio de curvas nas linhas férreas de via reduzida, facilitando e barateando assim a construção das linhas complementares das artérias principais, o que, na opinião dos entendidos, foi um relevante serviço prestado ao pais e lá fora imediatamente aproveitado.
    Cândido Celestino Xavier Cordeiro era irmão do Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro.1,2
  • Nascimento: 16 Abril 1842; Torres Vedras, Torres Vedras; (L.° n.° 12 de baptismos de Santa Maria, fol. 67)
  • Falecimento: 20 Janeiro 1905; Lisboa, Lisboa; Leiria Ilustrada de 19 Jan 1905 (embora a Ene. Port. (X1-405) diga 1905 e o Dicionário "Portugal* (VII-708) por lapso lhe dê também para nascimento o ano de 1844).

Citações

  1. Artur Gonçalves Torrejanos ilustres, em Letras, Ciências, Armas e Religião, Camara Municipal de Torres Novas, Torres Novas, (1933).
  2. Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heraldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, João Romano Torres, Lisboa, 1 (1904-1915).
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Dr. Cândido Joaquim Xavier Cordeiro

n: 19 Maio 1807, f: 9 Outubro 1881
  • Nota: Farmacêutico diplomado pela Escola Médico-Cirúrgica do Hospital de S. José de Lisboa, Cândido Joaquim Xavier Cordeiro nasceu na vila de Torres Novas a 19 de maio de 1807.
    Filho de Joaquim Nicolau Rodrigues Cordeiro, zelador municipal deste concelho, e de D. Maria José Xavier da Natividade Cordeiro, era irmão do inspirado poeta e escritor Dr. António Xavier Rodrigues Cordeiro, bem conhecido director do Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro.
    Obtido o diploma de farmacêutico no ano de 1829, começou por exercer a sua profissão em Torres Novas, onde residiu até 1847. Aqui desempenhou diversos cargos públicos como vereador, mesário da Misericórdia, presidente da Comissão do Armamento, etc, e ainda o de contador e distribuidor da comarca, por despacho de janeiro de 1841.
    Espírito liberal e acérrimo setembrista, distinguiu-se pela firmeza de suas indomáveis convicções, pelo que foi perseguido pelos sequazes de Costa Cabral. Martins de Carvalho, seu intransigente correligionário, classificou-o no Conimbricense como "homem de antes quebrar que torcer"
    Para atender à educação de seus dois filhos, Cândido e António, aceitou o lugar de farmacêutico do Hospital de Leiria, até que em 1851, vagando o lugar de director do Dispensatório Farmacêutico da Universidade de Coimbra, a êle concorreu, sendo provido por despacho de 21 de abril de 1852.
    Altamente considerado pela sua extraordinária competência profissional, foi eleito sócio honorário da Sociedade Farmacêutica Lusitana e escreveu um livro de grande alcance na especialidade
    - Elementos de Farmácia Teórica e Prática, contendo muitos artigos proveitosos para o exercício cotidiano da farmácia; dividido em duas partes - Coimbra, Imprensa da Universidade, 1860 e 1861, de cuja obra, muito bem escrita no seu género, com método e clareza, inculcando no seu autor muito estudo e prática da ciência, falaram com louvor todos os entendidos; em conselho da faculdade de medicina, em 1882, foi adoptado como compêndio de uma das cadeiras do terceiro ano da mesma faculdade.
    Este útil livro é o mais geralmente conhecido pela Farmacopeia Portuguesa do Cordeiro.
    Faleceu em Coimbra a 9 de outubro de 1881, havendo do seu casamento com D. Maria do Rosário Cordeiro dois filhos, que também muito honraram a pátria: o engenheiro Cândido Celestino Xavier Cordeiro e o notável jurisconsulto e poeta, Dr. António Xavier de Sousa Cordeiro.
    Dele se referem de forma bem elogiosa os jornais da especialidade, como se pôde vêr no Leiriense de 18 e 25 de agosto de 1860 e no Política Liberal de 29 de Julho do referido ano.
    Deste notável farmacêutico, honra da sua classe, se ocupam o Alm. Lemb. 1905, pág. X e o Dic. Bib., IX-20; e O Torre/ano, n.° 94.1
  • Casamento: Principal=Maria do Rosário [...]
  • Nascimento: 19 Maio 1807; Torres Novas, Torres Novas
  • Falecimento: 9 Outubro 1881; Coimbra, Coimbra

Familia: Maria do Rosário [...]

Citações

  1. Artur Gonçalves Torrejanos ilustres, em Letras, Ciências, Armas e Religião, Camara Municipal de Torres Novas, Torres Novas, (1933).
o responsável por este sítio agradece quaisquer outras indicações sobre este indivíduo que podem ser enviadas para o nome referido no "pé de página"

Francisco Raimundo de Azevedo Cordeiro

n: 7 Julho 1898, f: 2 Dezembro 1964

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Isabel Xavier Cordeiro

n: 26 Dezembro 1849
  • Nascimento: 26 Dezembro 1849; Sé, Leiria, Leiria; Foram padrinhos António Xavier Rodrigues Cordeiro e o avô tocou em nome de NS da Conceição (ADLeiria, Baptisados, Leiria, freguesia da Sé, fl. 175v)
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