Maria do Carmo Sampaio da Veiga Simões

n: 30 Outubro 1917, f: 26 Março 1996
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Maria Emília Simões

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Maria Isabel Sampaio da Veiga Simões

n: 6 Julho 1920, f: 24 Junho 2006
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Maria Lúcia Augusta de Oliveira Simões

n: 11 Setembro 1861, f: 23 Julho 1895
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Pedro Oliveira Simões

n: 22 Junho 2003
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Sabino de Ceia Simões

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Isabel de Faria de Siqueira

Citações

  1. Anotado pelo Visconde da Cortegaça Nobiliário de Alentem, do anotador, Lisboa, 1º (1955).
  2. Felgueiras Gaio Nobiliario de Famílias de Portugal, n.pub., n.p., fonte deconhecida edition (fonte deconhecida publish date).
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Alfons Skilandat

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Brigitt Laborinho Delgado Skilandat

n: 10 Maio 1983
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Maria Lourenço de Soalhães1,2

Citações

  1. Manuel Soares de Albergaria Paes de Melo Soares de Albergaria, Edição de Autor, n.p., 1ª Edição (1951) fonte deconhecida isbn "pag 41."
  2. Felgueiras Gaio Nobiliário das Familias de Portugal, Carvalhos de Basto, Braga, (1989) "Vol IX, pag 478 (Soares de Albergaria)."
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Maria Violante Soares Barbosa de Ceia

f: 26 Agosto 1849
  • Casamento: Principal=José de Faria Gomes de Oliveira
  • Nascimento:
  • Nome alternativo: 9 Janeiro 1842; Ana Maria Violante Soares Barbosa; numa escritura de aforamento com o seu marido (Not Ireno Roberto Dias, V-60-D-36)
  • Falecimento: 26 Agosto 1849; Sé, Leiria, Leiria; (ADLeiria, Obitos, Leiria, Sé, fl 6 e 6v)
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Ana Barbara Soares Barbosa

n: 1788, f: 22 Agosto 1868

Familia: Ten-cor. William Charters n: 20 Out 1783, f: 25 Nov 1839

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Pe. Dr. António Soares Barbosa

n: 27 Novembro 1735, f: 3 Março 1801

  • Nota: Presbítero secular, formado no Seminário Episcopal de Coimbra, onde chegou a ser Professor de Filosofia.
    Bacharel em Cânones, 15.5.1761; Formatura, 16.6.1761.
    Tomou o capelo na Univ de Coimbra, como clérico, em distrito canónico em 1761; foi nomeado Professor de lógica na Faculdade de Filosofia em 1772; decano da Faculdade de Filosofia em 1791 e director fa Faculdade de Filosofia (29.3.1791-1800). Jubilado por Carta Régia de 23.2.1790. Foi sócio da Academia Real das Ciencias e deputado da Junta da Directoria Geral de Estudos e Escolas do Reino em 1799. Escreveu muitas obras, algumas notáveis.

    Teve um Colégio com o seu nome em Ansião.1,2
  • Nota: Professor de Filosofia (n. Ansião, 1734-m. Coimbra, 1801), estudou no Seminário de Coimbra e na respectiva Universidade, onde se formou em Cânones. Foi um dos quatro principais professores de Filosofia após o decreto de expulsão dos Jesuítas. Em 1772 foi nomeado lente de Lógica, Metafísica e Ética na Faculdade de Filosofia, reformada pelos Estatutos desse mesmo ano e, em 1791, é nomeado decano e director da mesma Faculdade.

    São fundamentalmente duas as obras que o fizeram sobressair no panorama intelectual da sua época: o Discurso sobre o bom e verdadeiro gosto na Filosofia (1766) e o Tratado Elementar de Filosofia Moral (1792), ambas elaboradas dentro dos princípios da corrente das Luzes.

    Na primeira das obras, a ideia de um bom gosto na Filosofia converte-se num discurso sobre o método à luz do «matematismo» reinante. Na corrente das «Luzes» a noção de «método» está ligada a uma razão argumentativa e ao discurso de intenção pedagógica, integrada enquanto quarta e última parte da Lógica. Nesse sentido, define-se como a ordem de disposição dos argumentos, na base da clareza e simplicidade, a partir da qual se pretende estipular uma noção de «ordem natural» do discurso ou «ordem da razão», «tirada da contínua observação das operações da nossa alma» (Discurso..., p. 17). Ressalta assim o primado de uma Lógica de carácter profundamente psicologista, no quadro do pedagogismo imperante. A proximidade e mesmo a equivalência que Barbosa estabelece entre método e gosto, usando, por vezes, indistintamente um e outro termo, assenta, em última análise, na tese de Muratori nas Riflessioni sopra il Buon Gusto, onde o gosto é associado ao nobilissimo pregio dell'Ordine» sob o exemplo da Matemática que ensina «a bene dividere e ordinare le cognizioni e le cose» (parte I, capítulo III). O método e, portanto, o bom gosto, é considerado no Discurso... como a única servidão admissível ao filósofo, pois se traduz na superação da obscuridade do raciocínio e nos confere o modo correcto de dirigir as operações da nossa mente, possibilitando o «progresso» do conhecimento. A respeito de Newton, p. ex., dirá que mais importante que conhecer as suas doutrinas é saber o método por que as constituiu, referindo-se ao comum desejo dos teóricos das «Luzes» em generalizarem às operações da mente as vias analítica e sintética, definidas na Óptica.

    Quanto ao Tratado, toda a exposição que nos oferece da Filosofia Moral é de molde a sublinhar a sua dependência perante a teoria do direito natural moderno e continua ideias fundamentais já expressas na parte final do Discurso... Analisando o que se deve entender por natureza (humana) na Moral e no Direito, ataca os que, neste âmbito, prescindem de Deus, «pondo a Natureza por única legisladora». O Tratado expõe, sob especial influência de Burlamaqui, as «Obrigações do homem deduzidos dos princípios da Lei Natural Primitiva», para com Deus, para consigo próprio e, finalmente, para com o conjunto do género humano, adoptando um estilo claro que não se coíbe de percorrer as várias correntes de opiniões do período moderno (Grócio, Puffendorf, Heinécio ... ) com intuito predominantemente didáctico. Segundo Cabral de Moncada, foi esta a obra mais notável que em Portugal se publicou sobre Filosofia do Direito no final do séc. XVIII e até cerca de meados do séc. XIX. Apesar do panorama erudito e ecléctico que aí apresenta, começa já a manifestar-se com Soares Barbosa, nesta obra, uma reacção ao nacionalismo iluminista tal como este se exprimira nos Estatutos da Universidade de Coimbra (1772) e na obra de Martini: nega as teorias contratualistas a respeito da sociedade civil; a existência de um estado de natureza anterior de absoluta igualdade e liberdade; a absoluta independência da razão, assim como a existência de um princípio racional único como fonte primária de todo o Direito.

    Obras Principais
    Opusculum Philosophicum ad usum Tyranum elocubratum (1758); Discurso sobre o bom e verdadeiro gosto na Philosophia, (1766); Tractado Elementar de Philosophia Moral, 3 tt. (1792).

    Bibliografia
    Luís Cabral de Moncada, Subsídios para Uma História da Filosofia do Direito em Portugal (1772-1911), Coimbra, 1938, sobretudo p. 24; J. S. da Silva Dias, Portugal e a Cultura Europeia (Séculos XVI a XVIII), Coimbra, 1953; José Esteves Pereira, «Natureza e Expressão do Saber», in Prelo, n.º4, 1984, pp. 71 a 84.
  • Nome alternativo: António Freire de S Lazaro Barbosa Soares
  • Baptism: 27 Novembro 1735; Ansião, Ansião, Ansião; Foi padrinho o paroco D. Jerónimo da Encarnação e sua tia "donzela" Maria Freire de Ansião (ADLeiria, Leiria, Ansião, Baptismos, Liv 1723 - 1764, fl. 70v)
  • Nota: 16 Janeiro 1780; eleito membroda Academia de Ciencias de Lisboa. Colocado na Classe de Ciencias de Observação nesta mesma data.
  • Nota: 1791; "Sobre a causa da doença chamada ferrugem, que vai grassandonos olivais de Portugal" Memória económica sa Academia Real das ciencias de Lisboa, tomo III, 1791
  • Nota: 1797; "Observações sobre um higrómetro vegetal" Memórias da Academia das Ciencias de Lisboa, Tomo I, 1797
  • Falecimento: 3 Março 1801; S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra; ficou enterrado na igreja de S. João de Almedina (AUCoimbra, Óbitos, Coimbra, Almedina, Liv 1747 -1803, fl.136)
  • Nota: 1845; ANTONIO SOARES BARBOSA.
    Irmão no sangue, na vastidão dos conhecimentos, profissão, e dignidades, é justo que após a a noticia, que no antecedente volume d'este Jornal publicámos, do Sr. Jeronymo Soares Barbosa, demos a do Sr. Antonio Soares Barbosa, como alli promettemos; e mais tarde, se a saúde nos não fallar, fallaremos lambem do Sr. Nicolau Soares Barbosa - triumvirato venerando, tão prestadio e vantajosa á pátria litteratura, como o foram outros Barbosas , cuja memoria ainda hoje nos é cara pelas obras inestimáveis, que nos deixaram, fructo de muitas vigílias.
    O Sr. Antonio Soares Barbosa nasceu em Ancião a 5 de maio de 1734. Foi educado no Seminário Episcopal de Coimbra, então recemfundado pelo virtuoso Bispo, D. Miguel do Annunciação, e n'elle se ordenou de Presbytero, e exerceu o cargo de Mestre. Em 16 de Junho de 1761 fez a sua formatura em cânones, e aos 20 de fevereiro de 1767 foi despachado professor de lógica na Universidade de Coimbra; lente proprietário do 1º anno de philosophia em 9 de outubro de 1772 ; igualado á cadeira de historia natural em 10 de julho de 1782; jubilado na dicta faculdade de philosophia em 23 de fevereiro de 1790; nomeado decano da mesma faculdade em 29 de março de 1791 ; sócio da Academia Real das Sciencias de Lisboa em 1789 (?) deputado da Directoria Geral dos Estudos na creação da mesma juncta a 11 de dezembro de 1799. Faleceu aos 3 de abril de 1801.
    São muitos os escriplos, que nos deixou este insigne philosopho, e de grandíssima valia, o que affiança não o nosso juizo mas o do crudilissimo Cenaculo, o do Dr. Fr. João Baptista de S: Caetano, e o de outros varões de muita e mui depurada litteratura, que com extremos de louvor os licencearam. Existem alguns ainda inéditos com grande magna dos eruditos, que julgam do seu merito pelo apreço que logram os publicados.
    Rodrigues de Gusmão.
    (in REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE, Tomo IV, nº 37, 1845 pag 444 e 445
    (Comemorações: 3 de Abril de 1816, Doc nº 4083))

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
  2. Manuel Augusto (Coord) Rodrigues Memória Professorum Universitais Conimbrigensis 1772-1937 - Vol II, Universidade de Coimbra, Coimbra, 1992.
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Custódia Soares Barbosa

n: 13 Dezembro 1744
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Pe. Dr Jerónimo Soares Barbosa

n: 24 Janeiro 1737, f: 5 Janeiro 1816

  • Nota: Tem uma rua com o seu nome em Ansião
  • Nome alternativo: Pe. Jerónimo Soares Barbosa Freire de S. Lázaro
  • Nascimento: 24 Janeiro 1737; Ansião, Ansião, Ansião
  • Nome alternativo: 2 Fevereiro 1737; Jerónino Freire de Lazaro; No registo de batismo na Igreja de N S da Conceição em Ansião
  • Baptism: 2 Fevereiro 1737; Ansião, Ansião, Ansião; foi seu padrinho o paroco de Ansião D. Jerónimo da Encarnação. (ADLeiria, Leiria, Ansião, Batismos, Liv. 1723 - 1764, f.l75 da 1º parte, e Arq da Univ de Coimbra, Cx 586, DG III, S 1º E, E9, T2, N12)
  • Nota: 4 Março 1789; Eleito na Academia das Ciencias nesta data. Agradeceu por carta a 17 de abril do mesmo ano
  • Nota: 17 Abril 1789; Agradeceu, na Academia das Ciências a sua eleição
  • Nota: 30 Novembro 1803; passou a sócio livre da Academia das Ciencias de lisboa, nesta data
  • Falecimento: 5 Janeiro 1816; Largo da Igreja, S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra; "Prof jubilado em humanidades, deputado da junta literária da Univ de Coimbra, fez testamento e ficou sepultado junto ao arco do cruzeiro da igreja (AUCoimbra, Coimbra, Almedina, Óbitos, Liv 2, fl.33)1
  • Nota: 1833; José Marugán y Martin no seu livro "Descripcion geografica, fisica, politica, estatistica, literária del Reino de Portugal e de los Algarbes comparado con los principales de Europa" de 1833, afirma "Jerónimo Soares Barbosa, profesor de elocuencia y de poesia en el colegio Real de artes de Ccoimbra, literato y orador muy destinguido. A de mas de los muchos y bellos discursos academicos que ha compusto en latin, prueban tambien sus talentos como escritor um Epitome universa historia lusitanie ad usum schol. rhetor. histor., en 2 tomos en 8º publicados en Coimbra en 1805, y la misma obra en portugués. Entre los manuscritos cuya publicacion debe desear el público, el público, el de las Observaciones gramaticales sobre los primeros clásicos portugueses, daria á Barbosa en la literatura nacional el lugar que ocupa el célebre Du Marsais en literatura francesa."
  • Nota: 1846; O SR. JERONYMO SOARES BARBOSA.
    Formoso e bemfadado apelido é o de “Barbosa”, como que lhe anda associada a idéa de ingenho fino e primoroso. É já avultado o numero de varões doctos, que, sob tão bella nomeada , lograra distincto logar em nossa litteraria historia, e ainda em nossos dias floresceram tres philólogos insigníssimos, (cujos nomes acaso terão esquecido, como outros muitos venerandos e digníssimos de memoria) que ensinaram com universal applauso differentes ramos de humanidades no real collegio das artes da Universidade de Coimbra. De cada um d'estes óptimos professores faremos commemoração especialíssima, que bem a merecem por seus vastos conhecimentos e preciosos escriptos; — e será principio do gostoso desempenho d'esta promessa a do Sr. Jeronymo Soares Barbosa.
    Nasceu o Sr. J. S. Barbosa em Ancião a 24 de Janeiro de 1737. Foi educado no Seminário Episcopal de Coimbra, então recémfundado pelo virtuoso Bispo D. Miguel da Annunciação, e n'elle se ordenou de Presbytero em 1762 , e exerceu o cargo de mestre. Em 1766 foi despachado professor de Rhetorica e Poética na Universidade de Coimbra,e em 21 de Julho de 1768 fez a sua formatura em Cânones. Foi nomeado socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa em 4 de Março de 1789; jubilado na cadeira de Rhetorica e Poética em 23 de Fevereiro de 1790; nomeado visitador das eschólas de primeiras lettras, e da língua latina na provedoria de Coimbra em 8 de Julho de 1792; encarregado de promover e dirigir as edições dos Auctores Classicos para uso das escholas por aviso de 13 de Novembro de 1799; nomeado deputado da directoria geral das escholas da creacão da dicta junta em 11 de Dezembro de 1799: sócio livre da Academia Real das Sciencias de Lisboa em 30 de Novembro de 1803. Falleceu aos 5 de Janeiro de 1816.
    São muitos os escriptos, que nos deixou este célebre Humanista, e de grandíssima valia, o que affiança não o nosso juízo, mas ó do eruditíssimo Cenáculo, o do esclarecido professor de Rhetorica e de Lógica no real, collegio dos nobres, e prior de S. Lourenço, José Caetano de Mesquita (foi editor de alguns de nossos bons clássicos, e traductor excellente das obrigações civís de Santo Ambrósio, dos Sermões de Massillon, e outros escriptos.) e o de outros varões de muita e mui depurada litteratura, que com extremos de louvor os censuraram. Do quanto estes escriptos concorreram para o progresso e aperfeiçoamento de nossas lettras, facilmente se convencem os que os houverem lido e meditado. Em verdade na Eschola Popular lançou o Sr. J. S. Barbosa os fundamentos sólidos do ensino methodico das primeiras lettras, que se generalisou em todo o reino pela diligencia desvelada da directoria geral dos estudos e escholas do reino. Publicando as duas línguas estabeleceu o methodo são do ensino da grammatica, diverso do antigo c sectário methodo único que deve seguir-se nas escholas. Pelas versões e notas das instituições oratórias de Quintiliano , e da arte poética de Horácio, esclareceu ajudou o estudo da eloquência prosaica c poética, que (depois da publicação da Selecta Rhetorices et Poetices em 1828 pelo Sr. José Vicente) se acha mais fácil e commodo aos estudantes e ainda aos professores.
    É lastima que este eminente philólogo não deixasse á nação um curso de litteratura: que pela sua, profissão, pelo seu distíncto talento, e pela sua profunda licção devia dar-lhe; é tambem pena, que se não pubicassem ainda as suas observações grammaticaes sobre os principaes clássicos portuguezes. É esta uma obra preciosa que a Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis devia adquirir, e vulgnrisar , que incontestavelmente seria de mais utilidade que a Chronica do Cardeal Rei, vida de Miguel de Moura, ou alguma outra publicação d'este genero. Sendo certo que alguns dos nossos classicos nem sempre foram felizes na coordenação de suas orações, commettendo faltas de que mui justamente os arguem alguns philólogos modernos; não o é menos que existe entre nós uma seita de supersticiosos, que, por conta de escriptores puritanos, que se inculcam, imitam desatinadamente essas construcções viciosas, crendo-se por isso livres de imputação, como se o non ego paucis offendar maculis - áquelles como a Barros , Couto , e outros escriptores d'este tomo, fosse egualmente applicavel. Cremos nós que, para desabusar estes illusos, muito valeria a leitura d'esta obra, que de juízo tão fino como o do Sr. Jeronymo Soares Barbosa liamos nós, que apontaria todos os desacertos e manchas d'estes boníssimos escriptores, embora disfarçadas pelos matizes de um estilo, pela mór parte seductor.

    Rodrigues de Gusmão

    (in REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE, Tomo III, 1844, pag 236 a 237
    (Comemorações: 5 de Janeiro de 1816, Doc nº 2504))

Citações

  1. Ricardo Charters d'Azevedo, Ana Margarida Portela e Francisco Queiroz Villa Portela - os Charters d'Azevedo em Leiria e as suas relações familiares (século XIX), Gradiva, 2007.
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Ten. Jerónimo Soares Barbosa

f: 29 Abril 1816
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Dr. Luís Soares Barbosa

n: 16 Julho 1742, f: 20 Agosto 1823
  • Casamento: Principal=Joana Tomásia de Ceia Fortes
  • Nascimento: 16 Julho 1742; Ansião, Ansião, Ansião
  • Baptism: 22 Julho 1742; Torre de Vale de Todos, Figueiras Podres de S. João, Ansião; (ADLeiria, Leiria, Ansião, Baptismos Liv 1723 - 1764, fl . 11 v e 12 (2ª parte))
  • Nota: 5 Setembro 1785; Leiria;
    Atestado autógrafo do Dr. Luís Soares Barboza, professor régio de Philosophia, aposentado, médico do partido de Leiria, pelo qual se declara que o Cónego José de Sá Romeu, tesoureiro-mor da Colegiada de Ourém, por «molestia de estomago», fora à vila das Caldas da Rainha fazer uso das «agoas sulfurosas dela».
    (ADLeiria - Colegiada de Ourém, Caixa 9, Doc. 556, Papel, 2 fls.)
  • Nota: 10 Outubro 1813; tem casas em Leiria onde compareceu o tablião José Matos Falcão do 1º cartorio de Leiria para fazer um aforamento e um terrenos e casas na batalha (notas de José Matos Falcão, 1º Ofício de Leiria, Liv. 11.4.1813 - 1.3.1814, fl 74v a 75 - cota ADLeiria, V60-D-02)
  • Nota: 1817; Médico em Leiria e sócio correspondente, em Leiria da Instituição Vacinica da Academia de Ciencias (História e Memórias da Cadenia Real de Ciencias de Lisboa, Lisboa, 1817,)
  • Falecimento: 20 Agosto 1823; Leiria, Leiria, Leiria; (RP, Leiria, Leiria, Lv. 1 F / 44, 70 Vº)
  • Nome alternativo: 1824; Fernando Luís Soares Barbosa; assim é mencionado no baptismo de seu neto António e dos posteriores a ele

Familia: Joana Tomásia de Ceia Fortes n: 12 Dez 1754, f: 19 Ago 1835

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Mafalda Lúcia Soares Barbosa

n: 2 Dezembro 1827
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Mariana Soares Barbosa

n: 24 Abril 1739
  • Nascimento: Ansião, Ansião, Ansião
  • Baptism: 24 Abril 1739; Ansião, Ansião, Ansião; (ADLeiria, Leiria, Ansião, Baptismos, Liv 1723 a 1764, fl 86 (1ª parte)) No registo ha nitidamente um engano pois está escrito 1729 , mas antes e depois os registos são de 1739.
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Dr. Nicolau José Soares Barbosa

n: 13 Abril 1750, f: 28 Dezembro 1833
  • Nota: O bacharel Nicolau Soares Barbosa, foi nomeando, 16 de Fevereiro de 1774, tendo ele 23 anos, para o lugar de professor da língua grega da Vila de Tomar (Registo Geral de Mercês, D. José I, liv 26, fl 366v) foi professor de gramática no Colégio das Artes (era-o já em 1795) e acabou a carreira académica na qualidade de lente jubilado na cadeira de Retórica e Poética na Universidade de Coimbra (temos referencia dele em 1812 neste lugar). Morreu , com 83 anos) na sua quinta e Monte Arroio, Coimbra, onde lavrou testamento no dia 10 de Maio de 1829. O testamento foi entregue ao prior de S. João de Almedina, João de Morais Coutinho que o abriu e tornou público, na dita quinta, no dia 28 de Dezembro de 1833, ano da morte do testador. Nele manifesta o desejo de ser sepultado na Igreja de S. João de Almedina por motivo de nesse templo se encontrarem os restos mortais de sua família.
    No testamento Nicolau declara "deixo três testamentos aprovados e sentenciados. O primeiro de meu Irmão o Senhor Doutor António Soares Barbosa, pelo qual deixou a minha Irmã a Senhora Dona Teresa Angélica Soares Barbosa herdeira sua universal de todos os seus bens de raiz e móveis. O segundo da minha sobredita Irmã e Senhora, em que ela também nomeou meu Irmão e Senhor Doutor Jerónimo Soares Barbosa, que me instituiu por seu testamento seu testamenteiro e herdeiro seu universal de todos os seus bens de raiz e móveis, assim adquiridos e herdados e a meu Irmão Senhor Doutor Luís Soares Barbosa deixou um legado em dinheiro metálico e bens de raiz, que eu lhe entreguei e de cuja entrega se passou uma quitação feita de seu punho e reconhecida por tabelião, a qual se acha junta com o sobredito testamento. Por motivos e razões particulares me vejo obrigado a fazer todas estas declarações para que conste ao Público que eu sou legítimo possuidor de todos os bens de que passo a testar pela maneira seguinte. Nomeio pois por Herdeiros meus universais e testamenteiros os meus Sobrinhos o Senhor Doutor Aureliano Pereira Frazão d'Aguiar e a Senhora Dona Joaquina Eufrásia Soares Barbosa, os quais em virtude deste meu testamento ficarão senhores de todos os meus bens de raiz e móveis assim adquiridos como herdados que possuo tanto em Ansião e seus contornos, como em Coimbra e seus subúrbios e no Campo de Maiorca (hoje no concelho da Figueira da Foz). Deixo outrossim a minhas sobrinhas as Senhoras Dona Maria Violante Soares Barbosa, Dona Ana Bárbara Soares Barbosa, Dona Violante Rosa Soares Barbosa, casadas, estabelecidas na Cidade de Leiria, quatrocentos mil reis a cada uma em dinheiro metálico."
    O testamento contemplou também os seus criados e consignou os dinheiros sobrantes da execução dos legados e provenientes do Cofre da Universidade e do Cofre do Subsídio da Provedoria do Porto e também de algumas dívidas de particulares de que deixou escrituras e assentos, ao Sufrágios de Missas, Esmolas e Orações pela sua alma e pelas almas de seus Irmãos, Irmãs e Pais. Estipula que as missas serão ditas na Igreja de S. João de Almedina em número de "seiscentas de esmola de duzentos e quarenta reis."
    O testamento contém uma curiosa disposição, que, porventura, será de estilo, e que reza assim: "E se algum dos interessados nele quiser litigar em juízo sobre o que nele disponho, o hei por esse facto excluído do que lhe deixo no mesmo testamento e que nesse caso será distribuído pelos Co-herdeiros."
    Segundo José Frazão, trineto de Aureliano e Joaquina Eufrasia, teor desta disposição associada às declarações, que Nicolau se sentiu obrigado a fazer para atestar o título de legítimo possuidor do património que deixou em testamento, leva-me a pensar que haveria contestatários entre os seus sobrinhos. Não restam dúvidas que Aureliano e Joaquina Eufrásia, ficaram com a parte do leão; as outras sobrinhas ficaram com os despojos e isso, se imagina, não terá sido aceite de ânimo pacífico.
    A preferência por estes sobrinhos, supõe-se, decorreria do facto de existir entre eles uma mais íntima ligação familiar, uma vez que viviam na mesma cidade, e daí ter sido ele escolhido para padrinho de baptismo do sobrinho-neto António de Aguiar Pereira Frazão Soares, bisavô de José Frazão.
  • Nascimento: 13 Abril 1750; Ansião, Ansião, Ansião
  • Baptism: 23 Abril 1750; Ansião, Ansião, Ansião; foi padrinho o Pe Nicolau Giliberté, Reitor do Seminário de Mª e José de Coimbra, (ADLeiria, Leiria, Ansião, Baptismos, Liv.1723 a 1764, fl.26v a 27, da º parte)
  • Falecimento: 28 Dezembro 1833; Quinta do Monte Arroio, S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra; (AUCoimbra, Óbitos, Coimbra, Almedina, fl. 70 e 70v).
    Lavrou testamento a 10 de Maio de 1829 tendo entregue o testamento ao prior de S. João de Almedina, João de Morais Coutinho que o abriu e tornou publico, na quinta de Monte Arroio, em Coimbra, a 23 de Dezembro de 1833
    Tinha um "oratório" na Igreja de Almedina (ver registo de casamento de sua sobrinha Joaquina Soares Barbosa)
  • Enterro: 29 Dezembro 1833; Igreja de S. João, S. João de Almedina, Coimbra, Coimbra; (AUCoimbra, Óbitos, Coimbra, Almedina, fl 70 e 70v)
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